A vendedora autônoma L.E.S., de 46 anos, registrou boletim de ocorrência, ontem pela manhã, na Delegacia da Mulher de Londrina, denunciando ter sido vítima de violência sexual durante a madrugada por parte de um homem que seria sargento da Polícia Militar (no momento do crime, ele não estaria trabalhando). Além de ter sido molestada sexualmente, ela declarou que ele a agrediu com uma coronhada na face e ainda ameaçou toda a sua família de morte caso o delatasse à polícia.
Segundo o irmão da vítima, o artista plástico A.E., 48 anos, L. estava em uma lanchonete na madrugada de ontem no Jardim Marumbi (zona leste), quando o policial a abordou e a convidou para conversar em outro local. Ela teria aceitado e entrou no carro com o PM. Porém, segundo o relato de A., o policial se dirigiu até um local ermo e desabitado e lá teria violentado a vendedora. Ela ainda teria tentado se defender mas teria sido agredida a coronhadas. ''Ele a levou para um matagal e usou a arma para praticar sexo com ela'', relatou o artista plástico.
Depois do crime, ainda segundo o irmão da vítima, o policial a teria ameaçado de morte dizendo que, se ela o denunciasse à polícia, ele a mataria e também toda a sua família. Depois disso, pouco antes das cinco horas da manhã de ontem, ele a teria abandonado numa rua do bairro e fugido.
Conforme a descrição da vendedora, o policial é um homem branco, de estatura baixa e com manchas brancas no pescoço. O irmão de L. afirmou que o policial reside na Vila Recreio (centro) e já conhecia sua irmã ''de vista''.
Pela manhã, a vendedora foi avaliada por uma equipe do Programa Rosa Viva, que presta atendimento a esse tipo de ocorrência. À tarde, ela passou por exames no Instituto Médico Legal (IML). Os resultados devem ser conhecidos no prazo de 15 a 20 dias.
A delegada da Mulher, Joseléia Pigozzi, afirmou que não poderia dar informações à respeito de nenhum crime dessa natureza sem o consentimento da vítima. Entretanto, ela respondeu que o procedimento nesses casos é relatar o fato em boletim de ocorrência, fazer o encaminhamento para a perícia e agendar uma data para formalizar a representação contra o suposto agressor. Só a partir dessa oficialização é que se instaura o inquérito policial e dá início às investigações.
O comando do 5º Batalhão da Polícia Militar declarou que, como o policial não estava em serviço, a corporação somente poderia se pronunciar depois que recebesse informações detalhadas sobre a ocorrência. Mesmo assim, se comprovada a denúncia, poderá ser aberto um inquérito policial militar para apurar o caso.

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