Vendedor recupera documento
Casado, 52 anos de idade, o vendedor Mauro da Silva Pereira trabalha desde os 15 anos e, portanto, já teria tempo suficiente para se aposentar pelo INSS. Para isto, ele contratou um advogado que está juntando os documentos e montando o processo necessário. O problema surgiu porque, entre os 15 e 21 anos de idade, Pereira trabalhou como auxiliar de escritório sem registro em carteira.
Talvez eu perca alguns anos, mas o advogado me orientou que os registros do Serviço Militar ou da Justiça Eleitoral poderiam servir como provas de que trabalhei a partir dos 18 anos de idade. Foi assim, que cheguei ao Museu Histórico de Londrina, conta o vendedor de produtos alimentícios. Inicialmente, fui à Junta Militar onde me alistei. Mas lá me informaram que toda a documentação antiga fora incinerada há alguns anos. A única opção que restou foi o arquivo eleitoral guardado no museu.
Segundo Mauro Pereira, na secretaria do museu da UEL ele foi atendido sem burocracia e gratuitamente. Fiquei muito satisfeito. Estive lá duas vezes, e os funcionários sempre me atenderam com rapidez e eficiência. Consegui a fotocópia autenticada do documento eleitoral provando que, desde os 18 anos, já trabalhava como auxiliar de escritório, diz o vendedor, que nasceu em Londrina e foi durante muitos anos gerente de supermercados.





