Vendedor perde R$ 30 mil e denuncia videopôquer
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terça-feira, 13 de junho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Depois de perder R$ 30 mil em jogos na Slots Loterias, de Maringá, o vendedor Carlos Prado, de Paranavaí, decidiu alertar que as máquinas legalizadas pelo governo viciam e não permitem que o jogador vença. Apesar da minha situação tenho que falar para que outras pessoas não caiam na mesma situação, disse. Prado conta que não tinha o hábito de jogar, até um dia que saiu de um shopping em Maringá, em março passado, e viu uma loja da Slots Loterias. Aquilo lá é um cassino autorizado pelo governo, comparou.
Durante quase 60 dias, Prado conta que viajava quase todos os dias de Paranavaí a Maringá para jogar. Saía de Paranavaí nove horas da noite e jogava até as cinco da manhã, lembra. Quando não tinha mais dinheiro começou a vender os bens. Hoje tenho que andar de carro emprestado para trabalhar, lamenta. Ele disse que as máquinas, que são de videopôquer disfarçadas, provocam o vício. Minha situação se repete todos os dias lá dentro. Já vi gente perder R$ 4 mil em uma noite, contou.
O vendedor disse que tem como provar o que perdeu, através dos saques diários nas contas em um banco, ou de um cheque de R$ 1 mil que ele sustou depois da última vez que foi a Slots. Agora os seguranças da casa vivem atrás de mim para cobrar. Prado acha que o governo não deveria permitir este tipo de jogo, que para ele é pior que cassino. A gente joga contra máquina, que nunca perde.
Uma das sócias da Slots em Maringá, Rosária Marques de Lima, diz que a empresa é livre, autorizada pelos órgãos competentes e lícita. Ela disse que Prado jogava na loja da empresa em Paranavaí, que fechou há alguns meses. Depois ele começou a jogar aqui em Maringá, disse. Rosária alega que Prado faz uma denúncia vazia porque não quer pagar um cheque de R$ 1 mil que sustou. Não existe nada de irregular na Slots, tanto que nunca tivemos problemas com outros clientes, garantiu a proprietária.


