O vendedor Sidnei Domingos Froeming, 33 anos, morreu anteontem depois de cair no túnel do Novo Centro de Maringá, próximo ao viaduto da Avenida Pedro Taques. Segundo socorristas do Corpo de Bombeiros, a vítima deve ter perdido o equilíbrio quando andava na canaleta de águas pluviais que desce até os trilhos. O viaduto tem cerca de 12 metros de altura. Segundo laudo do Instituto Médico-Legal de Maringá, Sidnei morreu de hemorragia interna.
Esta foi a segunda morte por acidente no trecho do túnel ferroviário. No final de 1998, um aposentado também morreu ao despencar em um dos vãos de iluminação do túnel. Na época, as obras estavam paralisadas. O local onde o vendedor se acidentou anteontem estava isolado após o final da construção do túnel, em dezembro. Um alambrado cercava as laterais do viaduto, impedindo a passagem de pedestres. Moradores de bairros cortados pela linha férrea e desocupados retiraram parte do alambrado, abrindo espaço para a entrada de pessoas até os trilhos. No local é possível encontrar sacos com restos de cola de sapateiro e objetos deixados por mendigos.
Durante as obras de rebaixamento dos trilhos do Novo Centro, de 1995 a 1999, pelo menos 12 pessoas caíram no túnel ferroviário. Normalmente de altura superior a 10 metros. O número de vítimas foi contado por médicos do Hospital Universitário (HU). Plantonistas notaram que entre o final de 98 e início de 99, período que as obras estavam paradas, era grande a quantidade de pessoas que se acidentavam no local. A prefeitura chegou a cercar os vãos de iluminação do túnel, mas os acidentes continuaram.

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