Marcelo AlmeidaPatrocínioO vendedor de caldo de cana Lourival Kowalsky conseguiu apoio de um candidato para divulgar seu negócio sem ter que gastar o que não tem, como ele mesmo dizSe a Prefeitura de Curitiba não cumpre com sua parte, o jeito é improvisar. A filosofia do vendedor de caldo de cana Lourival Kowalsky, 50 anos, é divulgar o seu negócio sem ter de gastar. Até porque ele diz não possuir dinheiro para fazer o marketing de seu quiosque. Os clientes de Lourival podem conhecer as guloseimas do ‘‘Box da Cana’’ através de um panfleto pago pelo corretor de imóveis Mário Soares, candidato a deputado estadual pelo PMDB. Em troca, os fregueses são obrigados a ler a propaganda política de Soares no verso do panfleto promocional.
Kowalsky diz que a idéia partiu dele mesmo. ‘‘Faço propaganda para mim e vice-versa. Tenho que aproveitar pois falta dinheiro para mandar imprimir dois mil panfletos. Se pagasse, sei que daria retorno da mesma forma, mas não seria de imediato’’, assinala. A crise que assola a Rua da Matriz obrigou o comerciante a interromper há seis meses a construção de sua casa nova. A vendedora de doces e salgados Assunta Bello, 39 anos, sugere que a Prefeitura desloque linhas de ônibus que vêm do Boqueirão e da Vila Hauer para próximo da Rua da Matriz. ‘‘São bairros fortes que poderiam ajudar a gente, pois o nosso faturamento caiu muito’’, afirma. (D.V.)

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