Vendedor é vítima de golpe e pára no SPC
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quarta-feira, 08 de junho de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O vendedor Wilson Ribeiro de Melo, 39 anos, teve o nome usado para aquisição de oito linhas telefônicas fixas e de celular e está com restrições indevidas em serviços de proteção ao crédito. O golpe teria sido aplicado por um estelionatário, que utilizou documentos pessoais e assinatura falsificados. O crime foi descoberto quando Melo tentou comprar um celular para a esposa e descobriu dívidas com operadoras de telefonia no nome dele.
Ele relata que o caso foi descoberto no momento de efetuar o pagamento da compra do aparelho em uma loja autorizada da Sercomtel na semana passada. A empresa levantou que Melo devia R$ 1.458,00 de um telefone fixo do Jardim Santiago (Zona Oeste de Londrina). O vendedor decidiu investigar e descobriu que tem dívida de cerca de R$ 25 mil com cinco operadoras, o nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito SPC e Serasa e seis linhas de telefone celular e duas de fixo, todas irregulares, em quatro operadoras.
Uma queixa foi registrada no plantão da 10 Subdivisão Policial (SDP). ''Também pretendo processar as empresas por dano moral, já que passei por constrangimento na loja'', revelou. Melo ressaltou que nunca perdeu os documentos pessoais. Ele também tentou entrar em contato com os números dos telefones, mas estão todos cortados. ''Não posso usar talão de cheques, minha vida parou. Tenho medo de usarem meu nome para golpes ainda mais graves'', acrescentou.
A Sercomtel informou através da assessoria de imprensa que duas linhas - uma fixa e outra de celular - teriam sido solicitadas por Wilson Melo. A checagem confirmou que a assinatura dos contratos não confere com o arquivo da empresa. Também informou que a cobrança das contas de janeiro, fevereiro e março já foi cancelada.
De acordo com a GVT, a linha telefônica de Melo está suspensa parcialmente - não faz chamadas - ''até que seja finalizado o procedimento de cancelamento de contrato.'' A empresa também o orientou a não fazer qualquer tipo de pagamento, uma vez que não reconhece a contratação do serviço.
A Brasil Telecom constatou o uso indevido do CPF de Melo e solicitou a retirada imediata dos órgãos de proteção ao crédito. A firma também deve cancelar os débitos no nome dele e as linhas telefônicas. A reportagem tentou entrar em contato com as outras operadoras envolvidas no caso, mas não obteve sucesso.


