A Polícia Federal prendeu ontem, em flagrante, o vendedor autônomo Adalberto Laurindo de Oliveira, 43 anos, por suspeita de venda ilegal de Viagra e Pramil 50 miligramas (mg), medicamentos usados contra impotência masculina e de procedência duvidosa. Há exato um mês, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a venda clandestina destes medicamentos, conforme denúncia publicada pela Folha na edição do dia 14 de julho. A prisão ocorreu por volta das 13 horas de ontem, no apartamento de Oliveira, no centro da cidade. Com ele, os agentes encontraram 22 comprimidos de Pramil e quatro unidades de Viagra.
Em depoimento prestado ao delegado que preside o inquérito, Pedro Paulo Figueiredo, Oliveira disse que os medicamentos eram para uso próprio e que foram comprados junto ao um vendedor ambulante em um feira de rua no centro. Ele disse desconhecer a procedência dos medicamentos e que também não se lembrava da pessoa que lhe vendeu as pílulas. A polícia chegou até Oliveira através de um anúncio de classificados de um jornal de circulação regional, onde eram oferecidos o Pramil 50mg a R$ 10,00 e o Viagra a R$ 18,90 cada unidade. O contato foi feito através de um telefone celular publicado junto com o anúncio.
Há um mês, a reportagem da Folha negociou a compra de dois comprimidos Pramil 50 mg, cuja venda no país é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também via anúncio do mesmo jornal. A venda destes medicamentos foi constatada também entre outros vendedores ambulantes da cidade, instalados nos camelódromos de Londrina. O Pramil 50 mg é produzido pelo Laboratório Novophar no Paraguai e utiliza o Sildenafil como princípio ativo, o que fere o direito à patente exclusiva do Laboratório Pfzer que produz o Viagra.
Segundo o delegado-chefe da Polícia Federal, João Luiz do Prado, Oliveira foi encaminhado ainda ontem à 10Subdivisão da Polícia Civil. ''Ele ficará detido à disposição da Justiça. E pode responder processo por venda ilegal de medicamentos e contrabando'', afirmou Prado, referindo-se a possível origem dos comprimidos: Ciudad del Este no Paraguai.
Há cerca de duas semanas, a PF também ouviu representantes dos dois camelódromos instalados no Centro de Londrina sobre a suposta venda de medicamentos ilegais entre os camelôs. Os comprimidos apreendidos junto com Oliveira serão encaminhados para perícia na Seção de Criminalística da Polícia Federal em Curitiba. Conforme o delegado-chefe as investigações continuam.

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