Vendedor é preso acusado de crime que não existiu
Mauricio Della Barba
De Londrina
Um vendedor de carros usados em Londrina está sendo acusado de ter praticado um furto que na verdade não aconteceu. Flávio Alarcon Filho, 33 anos, foi preso ontem depois de ter sido reconhecido por furtar cerca de 3,8 mil dólares de um integrante da delegação de futebol do Uruguai, dentro do hotel Sumatra, onde a equipe está hospedada.
O desaparecimento do dinheiro ocorreu na última quinta-feira e segundo o gerente do hotel, Edson Nascimento, houve um equívoco por parte do hóspede, que não se lembrou onde havia guardado o dinheiro. Acreditando ter sido furtado, queixou-se para a gerência do hotel. Achamos que havia mesmo ocorrido um furto e por isso acionamos a polícia. Posteriormente, fomos verificar que se tratava de um engano do hóspede, disse o gerente, que afirmou ter retirado a queixa de furto e que o caso já estava dado por resolvido.
Alarcon Filho chegou a ser reconhecido por cinco testemunhas do hotel através de fichas policiais. Eu nem sei onde fica este hotel. Isso é perseguição, disse o vendedor de carros. Alarcon Filho tem várias passagens pela polícia por furto.
A família do vendedor está revoltada com a sua prisão. No dia em que ocorreu o sumiço do dinheiro, meu irmão estava em um churrasco e tem testemunhas disso, argumentava a irmã, Ângela Alarcon, ontem na 10ª Subdivisão Policial de Londrina, onde o vendedor estava preso.
O delegado de plantão, Eurico Hummig, disse que Alarcon Filho foi preso porque houve um reconhecimento das testemunhas. O auto de reconhecimento realizado pelas testemunhas foi positivo e por isso foi solicitada a prisão temporária do suspeito, disse o delegado.
Hummig disse no início da noite de ontem que não tinha conhecimento de que o dinheiro já havia sido encontrado e a queixa retirada. Até agora as vítimas não compareceram no local para retirar a queixa e desconheço o paradeiro do dinheiro, explicou o delegado.





