Vendedor é morto com quatro tiros, em frente de casa, pela ex-amante
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de abril de 1997
Da Redação 
Manhã de sábado, dia 19, rua Manaus, 120 (região central de Londrina).
O vendedor de celulares Osvaldo Proni, 42 anos, é morto com quatro tiros, em frente ao prédio em que residia. A principal suspeita do crime é Lúcia Duarte Monteiro Mantovani. Ela está foragida e só deve prestar depoimento na terça-feira, conforme assegura o advogado contratado para defendê-la, João Maria Brandão. O depoimento estava previsto para a manhã de sexta-feira.
O crime aconteceu por volta das 8h30. O vendedor chegou a ser levado à Santa Casa pelo Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (Siate), passou por uma cirurgia, mas não resistiu, morrendo por volta das 10h30. Segundo o porteiro do prédio - até agora, a principal testemunha do crime -, Pedro Arcanjo dos Santos, Lúcia Mantovani chegou cedo na frente do edifício naquela manhã.
Ela teria interfonado duas vezes para o apartamento de Proni. Só então ele desceu para atendê-la. O porteiro conta que só ouviu os disparos. Lúcia teria fugido num veículo Logus, placas placas ABH 1403.
O filho do vendedor, Paulo Henrique Proni, 19 anos, foi uma das quatro testemunhas já ouvidas pelo delegado que preside o inquérito, Edmo Ermenegildo. Todos disseram que escutaram os tiros mas não viram quem disparou a arma.
Segundo Paulo Henrique, o pai e Lúcia eram amantes. De acordo com seu depoimento, o pai teria terminado o relacionamento com Lúcia e, a partir de então, ela passou a fazer ameaças contra a família. A irmã da vítima, Odete Proni, confirmou a história em entrevista à Folha, na manhã do crime. Segundo ela, o casal havia tido um relacionamento amoroso no passado e Lúcia fazia ameaças constantes contra toda a família desde que o irmão rompeu o relacionamento.
Na sexta-feira, o delegado Edmo Ermenegildo ouviria mais uma testemunha do crime, identificada apenas por Ademir. O depoimento estava previsto para o final da tarde, mas a testemunha, que passava de carro pela rua no momento do crime, não compareceu para depor. O delegado pretende ouvir, além de Ademir, outras três ou quatro testemunhas.
A única parte do laudo concluída pelo Instituto de Criminalística de Londrina até o momento comprova apenas que o crime ocorreu na rua Manaus, em frente ao número 120. Para concluir o laudo, faltam analisar os projéteis encontrados no corpo de Proni e a arma usada no crime. A polícia espera que a arma seja entregue por Lúcia Mantovani.


