Maringá - A Polícia Civil de Maringá deteve ontem o vendedor Daguilo Maciel de Oliveira, 45 anos, por ameaças contra o comando de greve da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Oliveira invadiu o sindicato da categoria por duas vezes e foi até o Hospital Universitário dizendo que a greve ‘‘teria que chegar ao fim, caso contrário as consequências seriam graves’’.
O vendedor foi liberado depois do registro de um termo circunstaciado para responder o processo no Juizado Especial Criminal. Oliveira disse que está revoltado com a greve e com o fato dos funcionários estarem ‘‘recebendo sem trabalhar’’. ‘‘A população está sofrendo demais com a falta de atendimento no HU’’, afirmou Oliveira. O vendedor também se posicionou contra o governador Jaime Lerner e disse que se puder ainda ver chegar ‘‘perto dele (Lerner) para falar umas verdades’’.
A diretora do sindicato, Marta Beline, disse que o comando não levou a sério as ameaças, mas considera perigoso o conceito do vendedor sobre a greve. ‘‘Ele (Oliveira) repete o mesmo jargão do governo para denegrir o movimento grevista, ou seja, a de que recebemos sem trabalhar’’, disse Marta.
Na semana passada, o comando registrou na delegacia uma ocorrência sobre uma ameaça de morte, feita por telefone, contra a presidente do sindicato, Ana Estela Codato. A greve nas UEM, UEL e Unioeste completa hoje 153 dias.

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