O vendedor Alessandro Santos Silva, 23 anos, esteve ontem pela manhã, no 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Londrina, para denunciar a agressão que teria sofrido de policiais militares, na noite da última terça-feira, quando caminhava com o filho pela Avenida 10 de Dezembro, próximo ao Terminal Rodoviário (Área Central). Um inquérito policial militar foi aberto para investigar o caso.
Segundo Silva, ele estava levando o filho ao médico quando um policial da Rone do Pelotão de Choque se aproximou e lhe disse para desviar o caminho. Logo à frente estava ocorrendo uma abordagem em um ônibus de linha. A polícia tinha recebido denúncias de que haveria drogas dentro do ônibus.
O vendedor disse que se negou a passar por trás do ônibus e teria sido impedido pelos policiais de continuar em frente. Silva alegou que foi agredido e detido pelos policiais, que o encaminharam à 10 Subdivisão Policial, onde permaneceu por cerca de duas horas.
O subcomandante do 5º BPM, capitão Altevir Cieslak, afirmou que a versão dos policiais é diferente. Segundo eles, além de desobedecer a ordem de não passar pela abordagem, o vendedor teria dito palavras de baixo calão. Ele ainda teria resistido à voz de prisão dada pelos policiais, que então teriam usado de força física para prendê-lo.
Cieslak adiantou que a legislação permite que policiais utilizem a força física necessária quando existe resistência de prisão. Entretanto, segundo ele, será averiguado se houve excesso no momento da prisão por parte dos policiais. Ele comentou que o vendedor deverá ir hoje ao Instituto Médico-Legal (IML) onde passará por exame de corpo delito.
O subcomandante adiantou que o inquérito deverá ser concluído em 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20.

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