Vendaval também atinge unidades de saúde
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terça-feira, 24 de setembro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - As Unidades Básicas de Saúde (UBS) também foram prejudicadas pelo temporal de domingo. Em pelo menos três delas houve registro de danos na estrutura do telhado, além dos prejuízos em relação às vacinas que são armazenadas em freezers. Em pelo menos 21 das 61 UBSs presentes no município, houve queda de energia e portanto estão sem vacinas.
Na UBS do Conjunto Ruy Virmond Carnascialli, na zona oeste, os sinais de infiltração são visíveis em uma das salas de atendimento e recepção. No teto há pontos de vazamento, comprometendo a estrutura. "Quando chove forte chega a escorrer água. Na segunda-feira estava tudo molhado", comenta a coordenadora da unidade, Suzana Okuyama.
A última reconstrução e ampliação do local ocorreu há 17 anos. A usuária Cláudia Santos defende uma reforma urgente. "Frequento este posto há mais de 10 anos e tenho visto que em dias de chuva, há sempre goteiras. Precisava de uma atenção maior", diz.
A unidade também foi uma das que tiveram comprometimento das vacinas, pois a energia só foi restabelecida no final da tarde de segunda-feira. "Estavam armazenadas cerca de 500 doses, pois nossa área de abrangência é de 21 bairros", declara a coordenadora da UBS, ao mostrar o freezer vazio.
No Conjunto Milton Gavetti, na zona norte, a UBS que também teve a última reforma há 17 anos, está com um buraco no teto da sala de recepção em decorrência do temporal. O posto também está com falta de vacinas, conforme o informativo na porta do local.
Na região central, especificamente na Vila Portuguesa, funcionários da UBS Dr. Ody Silveira tiveram um susto maior ao descobrir que uma árvore havia caído sobre o telhado. "Felizmente o dano não foi maior. Quebrou só algumas telhas e houve infiltração na sala de vacinas, mas apesar do susto, fiscais estiveram aqui e informaram que não há risco", afirma a coordenadora do local, Regina Ladeira, ao ressaltar que as vacinas seriam repostas já na tarde de ontem.
Segundo Tatiane Almeida do Carmo, diretora de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, os lotes foram recolhidos das unidades pela Diretoria de Epidemiologia e Informações em Saúde de Londrina, que farão uma análise das vacinas.
A coordenadora de Imunizações da Epidemiologia em Londrina, Michele Patrícia Amadeu, explica que o setor realiza um levantamento sobre o número de vacinas recolhidas e o prejuízo em valores. Porém, afirma que a perda é minorizada, pois as UBS são abastecidas semanalmente. "As vacinas são disponibilizadas para 7 ou no máximo 10 dias. Nosso grande estoque fica na central de área de vacinas e que não sofreu danos", completa.
Michele ainda afirma que as unidades estão sendo reabastecidas gradativamente nesta semana e orienta a população a se informar na UBS mais próxima da residência. "Se aquela unidade ainda não tiver recebido as vacinas, poderá informar a disponibilidade da mais próxima", diz.


