Curitiba Um vendaval na noite de segunda-feira e madrugada de ontem provocou estragos em várias cidades do Estado. Oeste, sudoeste e centro-oeste foram as regiões mais atingidas, segundo levantamento da Defesa Civil Estadual. Os prejuízos, segundo o órgão, foram apenas materiais já que, até a tarde de ontem, não havia registro de feridos graves ou desabrigados. As equipes diretas da Defesa Civil cerca de 100 pessoas em todo o Estado trabalharam durante todo o dia de ontem, contabilizando os prejuízos e ajudando na reconstrução das casas.
De acordo com o chefe de Operações da Defesa Civil Estadual, tenente Maurício Genero, o estrago foi maior em Guarapuava, onde o vento chegou a 86 quilômetros por hora por volta das 22 horas de segunda-feira, destelhando cerca de 500 casas. Em Itaipulândia (85 km a nordeste de Foz do Iguaçu), a ventania provocou o destelhamento de aproximadamente 650 casas. Em Toledo, onde o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) registrou as maiores rajadas, com ventos atingindo 107 quilômetros por hora, a Defesa Civil levantou o destelhamento de 16 residências e a queda de 22 árvores.
O vendaval também atingiu as redes de energia elétrica da Companhia Paranaense de Energia (Copel), deixando 900 mil domicílios sem luz. Os maiores estragos, segundo a empresa, ficaram concentrados nas regiões Oeste e Sudoeste, onde 450 mil ligações elétricas (das 570 mil atendidas pela Copel naqueles municípios) tiveram problemas. O vendaval, avaliado como o pior acontecido este ano, deixou um saldo de 50 postes quebrados (dos quais 15 na cidade de Realeza), além de centenas de trechos de rede elétrica com cabos rompidos.
O meteorologista do Simepar, Marcelo Brauer, explicou que o vendaval foi provocado pela passagem de uma frente fria. As rajadas de vento começaram no meio da tarde de segunda-feira na região Oeste, atingindo as demais regiões do Estado durante a noite e a madrugada de ontem. Segundo o técnico, esse é um fenômeno típico da primavera, que pode ocorrer com maior ou menor intensidade.

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