Edson MazzettoPrejuízosÁrvores foram arrancadas pelo vento de mais de 80 quilômetros por hora que atingiu CascavelVentos fortes e chuvas torrenciais ao amanhecer de ontem causaram destelhamentos e queda de árvores em Cascavel. O mau tempo causou menos destruição do que o registrado no dia 5 de setembro. Porém, provocou alarme entre a população, porque espalha-se o temor de que Cascavel esteja na ‘‘zona de risco’’ de fenômenos climáticos. Em outubro de 1995, mais de dez mil casas foram atingidas.
A tempestade começou às 6h30, quando os ventos atingiram 80 quilômetros por hora, segundo Antonio Carlos Ferreira Gomes, controlador de vôos da torre do Aeroporto de Cascavel.
O Abrigo São Vicente de Paulo, no Jardim Maria Luiza (zona sul), foi novamente uma das edificações mais atingidas. Ainda não estavam inteiramente refeitos os telhados arrancados no vendaval anterior, quando parte dos 55 idosos teve que ser abrigada em casas de famílias. Bombeiros espalharam lona plástica sobre a cobertura para evitar inundações até que seja refeita a cobertura.
O subtenente Altamir Batista, oficial de socorro do Corpo de Bombeiros, informou que foram atendidos 15 casos de destelhamento, seis alagamentos de residências e retirada de 20 árvores arrancadas pelo vento. Além disso, houve vários pedidos de lona plástica. O 6º Batalhão de Polícia Militar também recebeu o mesmo tipo de pedido e ficou de prontidão durante todo o dia.
Segundo o comandante do 6º BPM, major Pedro Foltran, não há telhas disponíveis para atender famílias carentes que tiveram casas destelhadas. A Defesa Civil do Paraná havia enviado 7 mil telhas de amianto, para distribuição após o vendaval do início do mês, e a prefeitura adquiriu mais 4 mil, mas todas foram distribuídas. ‘‘Os problemas agora foram muito menos, mas a repetição preocupa muito’’, observou Foltran.
O comandante frisou a necessidade de apressar a constituição da Comissão Municipal de Defesa Civil. O prefeito Salazar Barreiros (PPB) convocou entidades e órgãos públicos para indicarem membros da comissão logo após o furacão que atingiu a cidade de Nova Laranjeiras (125 km a leste de Cascavel), em junho, quando a maior parte das casas foi parcial ou inteiramente destruída, três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
Em Medianeira (75 km a oeste de Cascavel), o temporal derrubou as torres das rádios Cidade FM e Jovem Pan FM, que funcionam no mesmo prédio. Cada torre tinha 50 metros de altura. Elas caíram sobre o telhado, destruindo boa parte da laje. Apenas um funcionário estava no prédio no momento do temporal - por volta das 5h30 de ontem. As duas emissoras estão fora do ar e a direção não tem previsão de quando elas voltarão a funcionar.

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