Edson MazzettoPedro Comarella e seu mercadinho: seguro na véspera de um vendavalA ‘‘temporada’’ de vendavais no Paraná, este ano, foi aberta no dia 13 de junho em Nova Laranjeiras (125 quilômetros a leste de Cascavel). A maior parte das construções foi destruída ou atingida parcialmente - a quase totalidade, sem seguro, segundo o prefeito José Lineu Gomes (PMDB). Foi a catástrofe mais grave do gênero em todo o País, inclusive com três mortes. A reconstrução ainda não está completa e, em alguns casos, os moradores preferiram não reerguer as edificações.
A cidade, de 2,5 mil habitantes (17 mil no município), à margem da BR-277, tem seu perímetro urbano em um pequeno vale, no qual o vento se concentrou. Foram totalmente destruídas 127 moradias e 15 estabelecimentos comerciais, e parcialmente atingidos respectivamente 381 e 31, e 19 edificações públicas, como escolas e postos de saúde. Na periferia, um moinho e duas serrarias permanecem em escombros. Na zona rural, não foram reerguidos 170 estábulos, chiqueirões e paióis.
Para recuperar seus prédios e auxiliar a população, a Prefeitura (que arrecada mensalmente R$ 150 mil) recebeu R$ 500 mil do governo federal, R$ 200 mil do Estado, R$ 35 mil de doações em uma conta bancária e R$ 14 mil de municípios vizinhos. A empresa de Itaipu doou 3,5 mil metros cúbicos de areia, mas só 10% foram retirados, por não haver caminhões disponíveis. De toda a região, populares enviaram grande quantidade de donativos, principalmente material de construção.

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