Vendas fracas frustraram ambulantes de flores e velas
Vendas fracas frustraram
ambulantes de flores e velas
Os vendedores de velas e flores que esperavam um faturamento extra, ontem, nas portas dos cemitérios de Londrina, ficaram frustrados com o movimento que consideraram o pior dos últimos anos. Anderson da Silva Bartlo, 22 anos, há três anos vende velas no Finados. No ano passado cheguei a vender 50 caixas de velas. Este ano ainda não vendi 10 e já passa da metade do dia, afirma.
Na disputa por fregueses, a concorrência era grande. Na porta de outro cemitério um garoto grita: Oito pacotes de velas por R$ 2,00. Na sequência a garota que faz a concorrência emenda: Dez pacotes de velas por R$ 2,00. A competição de mercado oferecia opção de preço para os fregueses, mas mesmo assim poucos eram atraídos até as barracas. As flores que no começo do dia custavam R$ 5,00 já eram vendidas por R$ 3,50 no começo da tarde.
Antônio Paulo Pacheco, 53 anos, ajuda a esposa, Maria de Lourdes Pacheco, 51 anos, a vender as flores artificiais confeccionadas por ela. O vaso que custa R$ 5,00 já era oferecido por R$ 4,00. O menor, que custava R$ 2,00, caiu para R$ 1,50. Este ano não vai ter jeito. Vamos ficar no prejuízo. O movimento foi fraco demais. Também tudo sobe, menos o salário do povo, como as pessoas vão comprar?, questiona.
O vendedor de pastéis parece ser o único a não ter do que reclamar. Aureliano de Brito Paula, 21 anos, conta que o movimento foi bom. Vendemos bem, afirma. A vendedora de coxinhas Angela Antonia Silva, 37 anos, vendia três salgados por R$ 1,00.(E.P)





