Curitiba - Desde 2005 a indústria farmacêutica está autorizada a oferecer medicamentos em embalagens preparadas para a venda fraccionada no Brasil. A prática, no entanto, ''não pegou''. A FOLHA entrou em contato com duas grandes redes de farmácias no Paraná. Nenhum das duas trabalha com a venda de fracionados.
O problema, apontam farmácias e farmacêuticos, é a falta de procura. Atualmente há 176 medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para venda fracionada, o que compreende desde antibióticos até laxantes e vasodilatadores. A regulamentação autoriza a venda fracionada, mas não obriga a indústria a oferecer todos os medicamentos nesse formato.
''Para vender fracionado, o remédio deve ter uma embalagem própria para isso que permita o destaque da quantidade necessária de medicamento sem romper a embalagem primária'', explica Sônia Wagnitz Bertassoni, do Conselho Regional de Farmácia.
Na hora da venda, a quantidade de remédio a ser comprada precisa estar especificada na receita e a separação do medicamento deve ser realizada por um farmacêutico.
Ela diz acreditar que a população só passará a cobrar a venda fracionada quando se conscientizar de que é o melhor para ela. ''Tem que haver uma mobilização de todos os profissionais da saúde. Dessa maneira haveria pressão'', aposta.
Mesmo assim, Sônia é confiante no futuro dos fracionados. ''Quando os genéricos apareceram também demorou para a população aderir'', lembra. (R.C.F.)

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