Venda de lanches na rua tem fiscalização rigorosa
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segunda-feira, 15 de outubro de 2001
Marcos Zanatta<br> De Maringá 
Os vendedores de cachorro quente, que estão em cada esquina de Maringá, terão que se adaptar às novas regras para continuarem na atividade. A primeira, que já é lei municipal, exige que os ambulantes deixem de servir maionese produzida com ovo cru. A partir desta semana, a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente passa a discutir também o uso do espaço urbano pelos ''cachorreiros''. Para isso também será preciso alterar a legislação.
Hoje a lei prevê o uso de carrinhos com um metro por 80 centímetros, mas boa parte dos ambulantes não se enquadram. Alguns, admite o presidente da Associação dos Ambulantes de Maringá, Gerson de Melo Batista, mantêm estrutura de lanchonete sobre a calçada. ''Vamos rever esta situação porque existe abuso'', concorda Batista. Uma das propostas, revela o dirigente, é de liberar ''carrinhos'' de um metro e meio por dois e meio.
A medida padrão dos carrinhos é apenas um dos itens a ser definido pelo município, ambulantes e pela Câmara de Vereadores, que participa das discussões. O objetivo, explica Batista, é determinar quem pode trabalhar, o que os ambulantes podem vender e o espaço liberado para ocupar na calçada. O setor de fiscalização tem cerca de 400 vendedores de cachorro quente cadastrados, mas os próprios ambulantes falam em mais de 500 cachorreiros.
A preocupação imediata dos ambulantes, no entanto, é com a lei da maionese. Aprovada no final do ano passado, a lei não permite o uso de ovo cru no preparo da maionese. ''Já deixamos de usar ovo, mas agora querem impedir as bisnagas'', reclama a ambulante Claudineia Bonfim. Ela vende 40 lanches por dia, e diz que todos os clientes pedem a maionese. ''Não tem como servir maionese no sachê para todo mundo. Fica muito caro'', afirma. A associação dos ambulantes está, segundo Batista, ''negociando'' para liberar o uso das bisnagas.


