Venda de fogos deixa bombeiros em alerta
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
A proximidade das festas de final de ano está colocando o Corpo de Bombeiros, Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) e delegacias do interior em alerta. As equipes estão nas ruas, vistoriando os estabelecimentos para não deixar a sociedade diante de situações de risco, avisou o chefe de Produtos Controlados e de Vistorias e Fiscalização do Deam, Roberto Barbosa.
A fiscalização acontece em todo o Paraná. Mas, o trabalho depende da ação conjunta entre as delegacias e unidades dos bombeiros de cada cidade. Por enquanto, nem os bombeiros ou a Polícia Civil possuem estatísticas fechadas sobre o resultado das vistorias. Mas, em apenas uma semana de trabalho em Curitiba, a Deam já lavrou 12 notificações contra empresas que vendiam sem álvara ou guardavam fogos de artifícios de maneira inadequada. Policiais e bombeiros querem evitar que aconteçam acidentes similares ao registrado em Minas Gerais, onde se incendiou uma fábrica de fogos.
Barbosa afirmou que grande parte das lojas especializadas estão cumprindo as normas de armazenagem e venda. O problema são com os picaretas, reclamou André Lanza, dono de uma tradicional loja de fogos de Curitiba. Eles vendem produtos que apresentam segurança e podem assim comprometer a vida das pessoas, reclamou. Lanza acrescentou que essas lojas concorrem deslealmente com quem atua de maneira profissional no mercado. Por isso, o consumidor não deve comprar fogos feitos artesanalmente, produzidos no Paraná, advertiu.
O proprietário da Lanza Fogos, André Lanza, aconselhou que o consumidor tome algumas precauções quando se soltar fogos. Por exemplo, ele sugeriu que a pessoa deve estar sóbria para ler atentamente as instruções nas caixas de fogos.
De acordo com o chefe do Deam, Roberto Barbosa, grande parte das lojas no Paraná adquire os produtos explosivos de Minas Gerais. Por isso, alertamos via fax, em agosto desse ano, para que essas empresas não vendam a mercadoria aos estabelecimentos sem os álvaras da prefeitura, Deam e Corpo de Bombeiros, avisou. Nas autuações da Polícioa Civil, os produtos irregulares estão sendo apreendidos. Quando a quantidade é muito grande, a opção é lacrar a mercadoria no próprio estabelecimento comercial.
Barbosa aconselha que o consumidor só adquira produto em lojas que tiverem os álvaras dos órgãos fiscalizadores. Caso não tenha esses documentos, o chefe da fiscalização do Deam pede que a população denuncie os infratores. As denúncias podem ser encaminhadas ao Deam, delegacias do interior e Corpo de Bombeiros, afirmou
Serviço: A Delegacia de Explosivos, Armas e Munições atende pelos telefones: 147, (41) 223-8100 ou (41) 223-7331 R116.


