Venda de cozinhas vai parar na Secon
Érika Pelegrino
De Londrina
O coordenador-geral da Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) em Londrina, Rogério Marçal, está pedindo hoje, através de ofício, a intervenção da Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor (Secon) e da Promotoria de Defesa do Consumidor de Londrina no caso da Homer Cozinhas, que tem filial em Londrina e fábrica em Curitiba. Marçal afirma que existem seis consumidores que prestaram queixa no Procon alegando que pagaram pelas cozinhas planejadas, mas não receberam o produto.
Vou encaminhar todo o processo administrativo, para que avaliem os procedimentos que deverão ser tomados, explica o coordenador do Procon. Ele explica que desde de junho vem tentando negociar com a filial em Londrina e com a fábrica em Curitiba sem obter resultados.
De acordo com Marçal, no início do ano, duas pessoas compraram cozinhas planejadas na filial em Londrina e não receberam o produto. Mas conseguimos negociar e o caso foi resolvido, conta.
A partir de junho surgiram mais seis reclamações. Uma das vítimas que prefere não ser identificada conta que comprou uma cozinha planejada em outubro do ano passado no valor de R$ 5,8 mil que foram pagos em oito parcelas. De acordo com o contrato o produto seria entregue em quatro meses.
A pedido da própria consumidora, a cozinha deveria ser entregue em abril e não em fevereiro, conforme estabelecia o contrato. Isto porque o prédio para onde a consumidora iria mudar não estaria pronto em fevereiro. Me disseram que não teria problemas. Era para eu continuar a pagar e quando o prédio estivesse em condições de receber a cozinha eu ligaria. Foi o que fiz em abril, conta a vítima.
O produto não foi entregue e o prazo foi sendo dilatado até 30 de julho, quando novamente o produto não foi entregue. Em agosto a vítima procurou o Procon e em audiência a proprietária Regina Dutra ficou de entregar a cozinha em 30 de outubro, o que também não aconteceu. Não há mais como negociar. Já tentei diversas vezes conversar com a proprietária da fábrica em Curitiba, sem sucesso e aqui em Londrina também, afirma Rogério Marçal.
Segundo ele, o recurso agora é encaminhar o caso para a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e a promotoria de Defesa do Consumidor em Londrina. A Folha de Londrina/Folha do Paraná ligou diversas vezes, ontem, para a fábrica de Curitiba para falar com proprietária Elda Ugarelli, mas ela não retornou os telefonemas. Foram deixados diversos recados sobre o motivo da entrevista com o funcionário Evandro, que alegou em todas as ligações que Elda Hugarelli não compareceu à fábrica.





