Telma Elorza
De Londrina
A venda de combustíveis por preços abaixo do praticado pelo mercado, em um posto da Avenida Maringá (zona oeste), levou a 2ª Companhia de Trânsito de Londrina a interditar parcialmente, ontem durante todo o dia, uma das vias da avenida. A medida, segundo a Polícia Militar, foi para evitar o congestionamento e as enormes filas que vinham sendo registrados nos últimos dias.
Embora tenha agradado aos comerciantes vizinhos do Posto Carajás, a ação gerou muita reclamação dos consumidores e motoristas que passavam por ali. Por volta das 7h30, a Companhia de Trânsito interditou meia-pista da Avenida Maringá, na altura do semáforo da Rua Ibiporã, desviando o trânsito para as ruas Ibiporã e Rebouças. Outra equipe da Polícia Militar se posicionou na rua Tomazina com Rebouças, impedindo o acesso ao posto por aquela via até por volta das 9h30.
‘‘Isto é um absurdo. Eu moro ali na Rebouças e tive que dar uma volta enorme para poder vir aqui, onde abasteço meu carro há anos’’, reclamou o engenheiro Luiz Raul Mejia, 70 anos. ‘‘A PM deve estar a serviço do cartel de combustíveis. Só isto explica porque eles estão impedindo os carros de chegarem até aqui.’’
Outro inconformado a ação da polícia era o vendedor autônomo João da Silva, 49 anos. Ele foi abastecer seu carro e levou uma multa. ‘‘Eles me multaram quando estava para entrar aqui. Isto é um absurdo. Será que nem podemos mais escolher onde queremos abastecer?’’, questionou.
Para os comerciantes vizinhos a ação da PM foi um alívio. ‘‘No sábado nem consegui trabalhar, porque a fila de carros não deixava entrar no meu estabelecimento’’, contou Edna Cantanti Santos, proprietária de uma loja de plásticos ao lado do posto de combustíveis. Para ela, o dono do posto está correto em vender combustíveis mais barato. ‘‘Eu mesma abasteço ali. Quero mais que ele tenha muito sucesso. O problema é que estava me prejudicando’’, afirmou.
Segundo o tenente Walter João Marques Luiz, que responde interinamente pelo comando da Companhia de Trânsito, a companhia teve que intervir na procura pelo combustível porque a Maringá é estreita. ‘‘Com a procura pelo combustível e o pátio do posto pequeno, o pessoal parava em fila dupla, causando transtorno para quem se dirige à Tiradentes’’, explicou.
Segundo o tenente, a ação começou na segunda-feira à tarde, sendo executada pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). ‘‘Hoje (ontem), tivemos que por mais equipes para coordenar o trânsito com o mínimo de prejuízo para todos’’, explicou. A interdição da Maringá foi, segundo ele, a solução encontrada para evitar problemas maiores. ‘‘Conforme os veículos iam congestionando o entrada do posto, nós desviamos o trânsito para a Rua Ibiporã, até aliviar o movimento, quando então liberávamos a via novamente’’, explicou.
O tenente reconheceu que a medida causou transtornos aos motoristas que procuravam abastecer no local, mas garantiu que era necessária. Segundo ele, a intenção não era a de impedir o comerciante de vender combustíveis mais barato. ‘‘Até eu vou abastecer lᒒ, disse.
Se depender do proprietário do posto, Thiago Santaella, a PM vai ter que ficar no local indefinidamente. ‘‘Não é promoção. Este é o preço normal do nosso combustível’’.Preço abaixo do de mercado atrai consumidores e gera congestionamento na Avenida Maringá; PM precisou intervir
Fotos: Mário CésarCONGESTIONAMENTOCorrida de consumidores ao posto de gasolina criou confusão na avenida, que teve de ser interditada parcialmente pela PM

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