Venda de cerveja gera polêmica em Mandaguari
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de outubro de 1998
Marcos Zanatta 
Uma lei que permite a venda de cerveja nos carrinhos de cachorro-quente em Mandaguari (33 quilômetros ao norte de Maringá) está gerando mais uma briga entre a prefeita Maria Inês Botelho (PSDB) e os vereadores de oposição. O projeto, apresentado pelo presidente da Câmara, Romualdo Pereira Velasco (PPB), libera a comercialização de cerveja em lata nos ambulantes após às 20 horas, para maiores de 18 anos.
A lei, aprovada em setembro, foi vetada pela prefeita. Os vereadores derrubaram o veto e os ambulantes estão vendendo cerveja. Velasco diz que os próprios vendedores de cachorro-quente pediram a liberação. Por uma questão de sobrevivência, afirmou. Segundo Velasco, os menores de idade bebem sem nenhum problema em bares, lanchonetes e até em bailes nos clubes da cidade. Não será uma lei proibindo a cervejinha no carrinho de cachorro-quente que vai impedir os menores de beber, diz.
O vereador garante ainda que, vendendo apenas latinhas, os ambulantes não darão prejuízo aos comerciantes estabelecidos. Em dias de festas tem gente vendendo cerveja em caixas de isopor pelas ruas e ninguém fala nada. A prefeita Maria Inês diz que Velasco apresentou a lei e derrubou o veto porque é da oposição. Ela calcula que existem cerca de 40 ambulantes trabalhando com a venda de cachorro-quente na cidade, e diz que já avisou a todos da intenção de derrubar a lei. Vamos recorrer da decisão, promete.
Segundo a prefeita, em Mandaguari, assim como em outras cidades, existe um crescente índice de alcolismo entre adolescentes e a proibição da venda de cerveja pelos ambulantes ajuda a coibir o problema.


