Venda de barracas gera acusações
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quarta-feira, 27 de novembro de 1996
Vânia Moreira 
UMUARAMA - Vendedores ambulantes de Umuarama estão criticando a falta de critérios na venda das barracas do camelódromo e acusando o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes, Rui Barbosa, de beneficiar parentes, comerciantes e pessoas de outras cidades. Muitos vendedores ambulantes que sobrevivem exclusivamente da atividade e querem um lugar no camelódromo não conseguiram comprar barracas.
O camelódromo, que terá 82 espaços, está sendo construído num canteiro no final da Avenida Paraná, ao lado da rodoviária. Os camelôs Alcindo Venâncio Barbara e Claudemir Vicente da Silva afirmam que pelo menos 10 barracas foram vendidas para pessoas de fora. Pelo menos três delas seriam parentes do presidente da associação, Rui Barbosa, e morariam em São Paulo e Marialva. A lista de compradores inclui o nome de comerciantes como Zildo José Sobral, dono de uma ótica na Avenida Paraná. Também há nomes que aparecem duas vezes e de pessoas que não estão cadastradas como camelôs na prefeitura.
Rui Barbosa disse ontem que a associação deu prioridade aos camelôs que já tinham pontos na avenida Paraná, porque o espaço seria insuficiente para abrigar todos os interessados. A cidade tem cerca de 150 camelôs.
Ele confirma que dois parentes reservaram espaço, mas justifica que também são camelôs e já tinham barracas na avenida. O comerciante Zildo Sobral também é dono de uma barraca em frente a sua ótica.
O secretário de Serviços Públicos, Isaias Santos, informou que antes da entrega das barracas será feita uma avaliação dos vendedores que vão ocupá-las. Quem não se encaixar nos critérios terá que ceder o espaço para outros camelôs.
Outra polêmica vem do nome do camelódromo, batizado de Romeródromo, em homenagem ao prefeito Antônio Romero Filho (PSDB). O vereador Osni Santana (PT) acusa o prefeito de fazer promoção pessoal e já pediu providências ao Ministério Público.


