A Diretoria de Trânsito do Curitiba (Diretran) está aumentando a velocidade permitida nas lombadas eletrônicas instaladas na capital. A partir de junho, a velocidade autorizada passa de 30 para 40 quilômetros por hora. A determinação vale para 30 das 38 lombadas existentes na cidade. As duas lombadas eletrônicas do trecho urbano da BR-116, onde a velocidade permitida é de 60 quilômetros, e as seis que ficam em áreas próximas de escolas, onde a permissão é de 30 quilômetros, permanecem inalteradas.
Para justificar a mudança, José Álvaro Twardowski, diretor da Diretran, esclarece dois pontos básicos. O primeiro é que a velocidade de 30 quilômetroshora vem desde a implantação da primeira lombada eletrônica, em 1992. Na época, explica José Twardowski, existia uma tolerância de 10 quilômetros, com os motoristas sendo multados a partir dos 41 quilômetros. A segunda questão, disse o diretor, é que a grande massa das multas emitidas hoje, com uma tolerância de 7 quilômetros, são de infrações cometidas por velocidades entre 38 e 40 quilômetroshora.
A prefeitura vai gastar R$ 401 mil para reforçar a sinalização nos locais monitorados pela fiscalização eletrônica. De acordo com Twardowski, existe uma preocupação em orientar devidamente a população. Com a mudança ‘‘os motoristas poderão trafegar nesses trechos sem precisar reduzir bruscamente’’, disse. Essa alteração, segundo ele, será feita sem comprometer a segurança do pedestre.
Atualmente as lombadas eletrônicas registram uma média de nove mil infrações por mês. Desse total aproximadamente 30% não viram multas, pois são infrações referentes a veículos que podem ser anistiados, como ambulâncias, bombeiros e carros de polícia. Também ocorreram casos em que a visibilidade da imagem dificulta a identificação do veículo, não permitindo autuar o motorista. Dos 70% dos motoristas multados, 20% recorrem das multas.
Nos últimos dois anos o número de lombadas eletrônica em Curitba passou de 29 para 38. A Diretran não está prevendo a instalação de novos equipamentos, uma vez que esse número conclui a meta da prefeitura, dentro do programa ‘‘Cidadão em Trânsito’’, que estipulava um número final de 38 lombadas.
Apesar dos equipamentos utilizados nas lombadas serem de propridade do município, a prefeiutura precisa pagar pelo trabalho de manutenção, feito por uma empresa particular. O custo de manutenção pode variar entre R$ 969,84 e R$ 2.253,59, dependendo do porte do equipamento. Existem três tipos de lombadas, classificadas sempre pelo tamanho.Arquivo FolhaBenefícioCom a mudança os motoristas vão trafegar nos trechos de lombadas sem precisar reduzir bruscamente a velocidadeGiovani Ferreira

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