Pode parecer mais uma daquelas inúmeras propagandas veiculadas pelo governo na tentativa de diminuir o número de mortes no trânsito. Mas a realidade é que a cada dia mais jovens morrem nas estradas brasileiras. Fica difícil entender e aceitar os motivos de uma pessoa de 20 anos, com uma vida toda pela frente, deixar seus sonhos e metas debaixo de um caminhão.

Esse não é um caso de ficção. Recentemente, no espaço de menos de um mês, dois jovens com menos de 25 anos morreram dentro do perímetro urbano de Cascavel, vítimas de acidentes brutais. Nos dois casos, nossos personagens deixaram suas famílias e amigos perplexos e profundamente revoltados com o destino. Mas será que foi realmente obra do destino ou falta de responsabilidade ao assumir a direção de um veículo?

Aqueles que tiveram o desprazer de presenciar os acidentes disseram que as vítimas estavam em alta velocidade. Um deles, inclusive, dirigia falando ao celular. Como se pode culpar o caminhoneiro que participou do desastre ou o destino, se uma pessoa dirige a mais de 110 Km/h e ainda falando ao telefone? Falta, na verdade, mais consciência e respeito às leis que regulamentam o trânsito.

Não se pode, também, ficar apenas culpando os que morreram. Os responsáveis pela manutenção e melhoria das estradas, sejam eles empresas concessionárias ou o próprio governo, deveriam se preocupar um pouco mais com as pessoas que pagam para usá-las. É inadmissível que uma cidade como Cascavel, cortada por várias rodovias, não mereça pistas duplas em seu perímetro urbano.

Mesmo com todos os exemplos de pessoas que perderam a vida, esses responsáveis informam que a duplicação não faz parte do cronograma de obras. É bom ressaltar que além dos dois jovens mencionados, outras cinco pessoas também morreram no mesmo período dentro do perímetro urbano de Cascavel.

De nada adiantará aquelas propagandas de impacto na televisão, se as pessoas continuarem abusando da sorte e melhorias não forem feitas.

mockup