Curitiba - A visita ao 17º Encontro Sul-Brasileiro de Veículos Antigos, no Museu do Automóvel de Curitiba, é voltar ao passado em alto estilo. A exposição, que termina hoje, reúne 315 veículos de colecionadores da Região Sul e de algumas outras cidades brasileiras. Em cada automóvel, uma história diferente para contar, uma saudade para lembrar, mas principalmente, um legado para as gerações futuras.
O fundador do Clube do Automóvel do Paraná, em 1975, o colecionador Luiz Gil de Leão, posa para foto ao lado de seu maior orgulho: um Cadillac Eldorado de 1953, peça única no Brasil. Ele conta que na época apenas 8 veículos foram importados das 532 peças fabricadas pela General Motors. ''Quando saio com o carro, não há quem não olhe com cara de espanto. Gosto de descer a Serra da Graciosa junto com a família. Nos Estados Unidos um desses custa cerca de 80 mil dólares, mas para mim não tem preço!'', diz Leão.
A mesma paixão é dividida pela colecionadora Elisa Asinelli do Nascimento, que em conjunto com o pai dela tem 17 Mercedes Benz, cinco Volkswagen e um Porsche. Ela destaca que o mercado está sofrendo com a falta de mão-de-obra especializada para a construção ou reforma de peças. Muitas nem são mais fabricadas pelas montadoras e precisam ser feitas artesanalmente para a reposição.
Entre as raridades presentes na exposição estão um trio de órfãos (carros únicos) de modelos da década de 50 - Kaiser, Pakard e Nash. Na linha luxuoso, um Mercury 1951 conversível de propriedade da Autos Antigos. No Brasil só existem duas unidades (a outra está na Bahia) e nos Estados Unidos não há nenhum à venda. A manutenção é feita somente com peças originais compradas em ferros-velhos nos EUA e o valor do veículo, para o dono, é inestimável.
Segundo o presidente do Clube do Automóvel do Paraná Luiz Carlos Cooper, colecionador de carro antigo é romântico, sonhador e sensível. Uma trupe que não esqueceu ''os bons velhos tempos''.

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