Veja como identificar um carro roubado
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segunda-feira, 03 de outubro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As técnicas para adulterar componentes de veículos roubados ou furtados estão cada vez mais avançadas. Por isso, a polícia e os consumidores devem estar mais atentos para poder identificar essas fraudes.
Um curso realizado na semana passada, em parceria entre o Sindicato das Seguradoras do Paraná (Sindiseg-PR) e a Escola de Formação da Polícia Civil do Paraná, repassou aos policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba novas informações para melhorar a perícia na vistoria de veículos e aumentar a recuperação de carros furtados ou roubados.
De acordo com o perito de seguradora Carlos Feitosa, que deu o treinamento aos policiais, a técnica de adulteração quase imperceptível que as quadrilhas têm utilizado é a sobreposição de uma placa metálica com a numeração gravada em cima da numeração original, que é cuidadosamente pintada na cor do carro.
Para desmarcarar a fraude, Feitosa recomenda limpar a região onde é gravada a numeração do chassi com um pano umedecido em acetona. Assim é possível remover a tinta e identificar eventuais marcas de solda. Os últimos oito caracteres da numeração de fábrica também têm que estar gravados nos vidros e nas etiquetas destrutíveis, que são fixadas em diversos pontos da carroceria.
''Os ladrões se aprimoram até por conta da evolução da indústria automobilística, que tem se preocupado em criar dispositivos de segurança, e, por isso, a polícia também precisa se atualizar'', afirmou o delegado da Furtos e Roubos de Veículos, Itiro Hashitani.
Segundo ele, mesmo com a ''evolução'' das práticas criminosas, as estatísticas apontam uma redução, quase pela metade, do número de furtos e roubos de carros, nos últimos 15 anos. É que, considerando a frota de 1991 (467 mil veículos) e a de agora (cerca de 900 mil), a média de furtos e roubos em Curitiba permanece a mesma: 24 veículos por dia.
Já o levantamento do Sindiseg-PR contraria as informações da polícia. De acordo com o balanço do ano passado, em todo o Estado as seguradoras pagaram R$ 324,98 milhões em indenizações, contra R$ 245,9 milhões em 2003, com um acréscimo 32,16% nos desembolsos. O aumento no número de furto ou roubo teria sido de 1,58%, em comparação a 2003, com o registro de 4.303 casos.


