As empresas que fazem o transporte escolar em Maringá têm até o final da tarde de hoje para fazer a vistoria dos veículos no Pelotão de Trânsito do 4º Batalhão da Polícia Militar.
Até ontem, 30 dos 43 veículos cadastrados pela prefeitura já haviam passado pela vistoria - a metade foi reprovada por falta de equipamentos obrigatórios, como o tacógrafo.
O transporte de escolares é coordenado pela Associação do Transporte Escolar de Maringá. Cada um dos 43 veículos é responsável por linhas pré-determinadas. Ao todo, existem 37 linhas na cidade.
Segundo o presidente da entidade, Antônio Lima, um dos problemas hoje é a existência de 15 veículos clandestinos que operam na cidade. Eles não foram cadastrados pela prefeitura, não têm alvará e seus motoristas não possuem carteira de habilitação ‘‘D’’ (profissional). Lima diz que os clandestinos atrapalham o trabalho da categoria, fazendo concorrência ilegal.
Para poder trabalhar, o veículo tem que ter um tacógrafo que registra dia, hora e velocidade. O cartão do tacógrafo é fiscalizado semanalmente por fiscais da prefeitura e soldados da PM.
Na vistoria, se o veículo for aprovado, ganha um selo da prefeitura para ser colocado no vidro traseiro. Se for reprovado, tem que cumprir as exigências e retornar ao quartel da PM para fazer nova vistoria.
Os reprovados, em sua maioria, têm problemas de assoalho podre, falta de cinto de segurança, pneus carecas, falta de grades na traseira (no caso das Kombis) e falta de tacógrafo.
Se um carro clandestino for flagrado pela fiscalização ou se um dos cadastrados estiver sem equipamento obrigatório, a multa é de 1.660 Ufir.

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