Veículos 'patinam' em estradas rurais
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2015
Antoniele Luciano<br> Reportagem Local 
Londrina - Pó e barro já fazem parte da rotina de quem mora cercado por estradas rurais em Londrina. Mas em alguns pontos do município, as chuvas de verão, somadas às más condições das vias, têm conferido uma dificuldade para o tráfego. O problema atinge toda a comunidade rural desde estudantes que precisam usar a estrada para se deslocar até a escola, na cidade, aos motoristas que escoam a safra da região.
Na Estrada do Bule, que liga o Patrimônio Regina (zona sul) a Arapongas, os moradores contam que é comum ver caminhões atolados em trechos onde os veículos costumam "patinar", principalmente em dias chuvosos. "Quando acontece isso, só com ajuda do trator para sair", conta o auxiliar de serviços gerais Gabriel Vinícius Pereira. Funcionário de uma fazenda na região, ele comenta que os donos da propriedade também já foram até a prefeitura pedir melhorias para a área. "É complicado. Kombi escolar, por exemplo, às vezes tem até que deixar de rodar por conta da estrada", pontua.
O reparo mais recente da via, lembra o produtor rural Ronaldo Góes, de 43, foi executado pela prefeitura com ajuda dos próprios agricultores. Eles doaram as pedras necessárias para "moledar" parte da região. "Faz dois anos que arrumaram, mas depois não teve mais manutenção. Para nós, também é difícil dar as pedras porque elas são retiradas do nosso terreno e isso gera bastante depredação", observa Góes, ao salientar que também faltam caixas de contenção na via para segurar a água da chuva.
No Ponto Mineiro, no Distrito de São Luiz (zona leste), a Estrada Santa Maria conta com empedramento apenas no trecho inicial. Dependendo do tipo do veículo que passa pela via, a tendência também é atolar, diz a agricultora Marilei Mitiko Okubo. "Pedimos ajuda da prefeitura, disseram que era provisória a situação." Um protesto chegou a ser feito por moradores da região no final do ano passado, a fim de reforçar as reivindicações. "Depois disso, deram umas patroladas e começaram a empedrar um dos trechos com subida. Mas parou", conta o produtor João Luís Gonçalves. A comunidade espera por melhorias naquela estrada há pelo menos cinco anos. "As caixas de contenção estão entupidas. Do jeito que está, quando chove, tem gente que nem vem pra cá", enfatiza Gonçalves.
O escoamento da produção granjeira também é afetado pelas más condições da Estradinha do Rezende. Próximo dali, na Estrada Antônio Pirolli, não é diferente. "Aqui quebra condução, é um terreno bastante irregular. Mas já ligamos, pedimos ajuda, e alegam que estão com maquinário em outro lugar", assinala o produtor Aparecido Magro. Ele avalia que a comunidade rural não tem a quem recorrer nestes casos. "É uma situação complicadíssima porque não temos nem uma associação de moradores para reivindicar o que precisamos", completa.


