Londrina - A Câmara de Vereadores de Maringá (Noroeste) aprovou, na semana passada, projeto de lei para a criação de ônibus exclusivos para mulheres no transporte coletivo. Pela proposta, cada uma das linhas teria que disponibilizar pelo menos um veículo para o público feminino entre 7h e 8h30 e das 17h30 às 19 horas, quando há maior movimentação de passageiros.
O projeto, de autoria do vereador Edson Luiz Pereira (PMN), será encaminhado ao Executivo nas próximas semanas. Ele defende que a medida não deve impactar na tarifa do transporte coletivo, que é de R$ 2,75. "No projeto, nós estabelecemos uma adequação no número de ônibus já existentes. Se a linha tiver dez ônibus, por exemplo, um deles será exclusivo para mulheres", explicou.
Para ele, a proposta é necessária para garantir a segurança das mulheres. "Não é questão discriminação. Até porque elas poderão utilizar os ônibus comuns também. É só para dar uma opção para que elas possam evitar qualquer tipo de constrangimento", ressaltou.
No entanto, para o secretário de Trânsito e Segurança de Maringá, Ideval de Oliveira, a medida é difícil de ser colocada em prática. "Isso aumentaria três mil km por dia com a circulação de mais veículos para atender a demanda. Deve impactar na tarifa com certeza. Não há como destinar um ônibus só para as mulheres", avaliou. A proposta ainda precisa ser analisada pelo prefeito Carlos Roberto Pupin.
Um projeto de lei semelhante ao de Maringá tramita na Câmara de Vereadores de Curitiba. A proposta criada pelo vereador Rogério Campos (PSC) foi alvo de manifestações contrárias e foi retirada de pauta por 50 sessões. Grupos alegaram que a separação entre os passageiros poderia fortalecer a discriminação das mulheres. (V.C.)

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