Londrina - A clientela fiel esperada pelos proprietários dos dois táxis adaptados inaugurados em fevereiro já está sendo formada. As facilidades que os veículos oferecem às pessoas que precisam de diferenciais para serem transportadas com mais praticidade estão surtindo efeito.
A advogada Rosângela Salvioni é usuária de um serviço que considera ''extremamente importante''. Mensalmente, ela aciona o táxi para levar a mãe Idavina Malchiaffava, que é cadeirante, a consultas médicas e exames laboratoriais. ''Antes era muito difícil sair com ela; tinha de ser só de ambulância porque era praticamente impossível colocá-la em um carro convencional, visto que é obesa'', conta. Por causa da facilidade que o serviço oferece, a advogada afirma que apenas dois veículos adaptados são insuficientes para atender a demanda de Londrina. ''A cidade deveria ter pelo menos 20 táxis como esses'', reivindica.
O taxista Fábio Maran, que trabalha no ponto na esquina das ruas Borba Gato e Souza Naves, está satisfeito com os resultados obtidos nestes primeiros meses. Diariamente, ele transporta de seis a dez cadeirantes, o que considera ''uma demanda expressiva''.
''O táxi adaptado presta um serviço de utilidade pública. Quando não existia essa modalidade, as pessoas se viravam como podiam, com os parentes ou com os táxis convencionais, mas hoje têm mais comodidade'', avalia. Ele conta que na semana passada deixou o veículo na manutenção e alguns usuários ficaram ligando porque queriam usufruir do serviço.
Segundo Maran, aproximadamente 30 clientes cadeirantes usam o táxi assiduamente, ao menos uma vez por semana. Além deles, o taxista também transporta, diariamente, uma média de 12 a 15 pessoas que não têm necessidade de atendimento preferencial.
O taxista Dalvid Rossi, do ponto do Aeroporto, relata que os clientes estão aderindo à proposta, mas diz que a demanda ainda é pequena, visto que ele transporta cerca de três cadeirantes por dia. ''Acredito que os londrinenses não estão acostumados com esse serviço de Primeiro Mundo, mas a tendência é de que, com o tempo, mais pessoas passem a utilizá-lo'', estima.
A pequena clientela fiel que Rossi conquistou está tão acostumada com a comodidade que o aciona inclusive aos sábados e domingos para ir a festas, casamentos, shoppings, formaturas, restaurantes e outros tipos de passeio. Além dos cadeirantes, diariamente ele transporta uma média de 12 passageiros que não precisam de veículo diferenciado.
Serviço
Ponto de táxi da Rua Borba Gato, esquina com a Souza Naves - (43) 9640-2121 e ponto do Aeroporto (43) 9645-2121.

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