O autônomo Antonio Celso Disseró, 27 anos, irmão da advogada Alexandra Disseró, esteve ontem de manhã na 10ª SDP para acompanhar a apresentação dos assaltantes apontados como assassinos da irmã. Ele esteve acompanhado do tio Cláudio Blanco, o primeiro parente a chegar ao Bar da Mocidade depois do crime. ‘‘A família continua com o sentimento de perda. Mas vê-los presos dá mais tranquilidade. São dois a menos que não vão mais atirar nos filhos dos outros’’, disse o irmão.
Antonio Celso - que faz aniversário no mesmo dia que Alexandra, 3 de fevereiro - disse ainda que considerou um ‘‘milagre’’ o fato da polícia ter prendido os assaltantes em menos de uma semana. ‘‘Agradeço aos delegados e informantes. Mas Londrina não está segura. Moro na cidade há oito anos e o índice de criminalidade vem aumentando’’, disse. E acrescentou: ‘‘O secretário (Cândido Martins de Oliveira, da Segurança Pública) disse que a cidade é segura. Só que ele não perdeu uma filha como meu pai perdeu.’’
Sobre o manifesto de algumas entidades de classe de Londrina, que pedem o afastamento do secretário, Antonio Celso disse que esta decisão cabe apenas ao governador Jaime Lerner (PFL). ‘‘Mas ele precisa ver o que o povo está achando’’, acrescentou. Disse também que a decisão de processar o Estado, caso os exames de balística indiquem que o tiro que matou a irmã partiu da arma de um policial militar, será tomada apenas pelos pais.
‘‘Aparentemente, a prisão não fez diferença em relação ao sentimento de perda. Mas a gente fica aliviado em saber que estes dois marginais não estarão mais nas ruas’’, acrescentou o tio de Alexandra, Cláudio Blanco. Pela posição que encontrou a sobrinha caída no bar, com o lado direito do corpo voltado para dentro do bar - o mesmo lado atingido pelo projétil -, ele acredita que o tiro que matou Alexandra partiu da arma de um dos assaltantes. ‘‘Supõe-se’’, destacou, lembrando que a palavra final será do Instituto de Criminalística. O laudo do instituto deve ficar pronto hoje. (L.H.)

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