As falhas na arborização atingem ruas e avenidas importantes da cidade, como nas nas avenidas Maringá e Tiradentes (Zona Oeste), São João (Zona Leste), além da Duque de Caxias e ruas Benjamin Constant, Souza Naves e Sergipe (Centro). Em todas elas existe uma arborização heterogênea, com muitos vazios e podas agressivas e são mais visíveis diante de imóveis comerciais.
Na Avenida Soiti Taruma, no Jardim Columbia (Zona Oeste), existem apenas 23 árvores em 10 quadras. No residencial Vista Bela (Zona Norte) a arborização é praticamente inexistente.
O especialista em Gestão Ambiental Pablo Fajardo afirma que o ideal seria ter praças arborizadas, mas destaca que a arborização viária é mais democrática, pela capilaridade que atinge toda a cidade. Ele aponta que a remoção de árvores diante dos imóveis comerciais não interfere na questão mercadológica. ''Não existem estudos que garantam que a retirada dessas árvores aumente as vendas. São práticas do século 20'', ressalta. Fajardo explica que a remoção deve obedecer critérios técnicos, como árvores doentes ou com cupins.
O responsável pela arborização da secretaria municipal do Ambiente (Sema), Jorge Akira, afirma que a secretaria atua de acordo com as denúncias, visto que o pessoal para realizar as fiscalizações é limitado. Sobre o residencial Vista Bela ele afirmou que as construtoras já procuraram a secretaria para se informar onde adquirir mudas. Com relação às demais vias citadas na reportagem, fiscais da Sema realizarão uma vistoria. Ele destaca que os telefones para denúncias da Sema são (43) 3372-4770 e 3372-4757. (V.O.)

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