A vazão atingida ontem na confluência dos rios Paraná e Iguaçu é a maior registrada este ano, segundo a Divisão de Hidrologia da Hidrelétrica de Itaipu.
Mesmo assim, o volume ainda é menor que o atingido em 1992. Naquele ano, o pico máximo chegou a 49.219 metros cúbicos por segundo.
A hidrelétrica informou que não há como reter a água e por isso está liberando toda vazão que recebe.
‘‘Trabalhamos no chamado sistema fio d’água, que mantém sempre o mesmo nível do reservatório’’, explicou o engenheiro José Augusto Sava, da Itaipu.
Ainda de acordo com informações da hidrelétrica, a ocorrência se deve ao fato do Lago de Itaipu ser muito pequeno para poder regularizar a vazão de toda a bacia hidrográfica do Paraná, que soma uma área de 820 mil quilômetros quadrados.
A hidrelétrica vem impedidno que os picos de vazão dos dois rios acontençam ao mesmo tempo.
Dessa forma, segundo explicações da hidrelétrica, há possibilidade de a comunidade ser alertada com antecedência, para que possa se proteger de alagamentos.
A Itaipu consegue segurar por algumas horas a vazão do Rio Paraná até que a do Rio Iguaçu comece a diminuir.
A vazão nas Cataratas do Iguaçu está com volume 12 vezes acima do normal. Ontem à tarde o volume registrado passava de 14 mil metros cúbicos por segundo, quando o normal registrado é de 1,2 mil metros cúbicos por segundo.
Ontem à tarde, o nível das águas na área de confluência dos rios Paraná e Iguaçu estava 18 metros acima do normal.

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