Ney de SouzaAgora, profundidade total da Garganta do Diabo pode ser contempladaA falta de chuva nos últimos dias no Paraná provocou queda de 50% na vazão das Cataratas do Iguaçu, a maior queda d’água do mundo. Alguns dos 275 saltos das Cataratas secaram, porém isso resultou em uma beleza incomparável: a água está bem mais limpa e as enormes pedras, que normalmente ficam sob a água, começam a aparecer.
Ontem, a vazão nas Cataratas do Iguaçu era de 600 metros cúbicos por segundo, enquanto o normal é 1.200 metros cúbicos. No Marco das Três Fronteiras (confluência dos rios Paraná e Iguaçu), a vazão registrada é de 11 mil metros cúbicos de água, quase metade do volume normal.
A Garganta do Diabo, conjunto de saltos com maior volume de água - onde a profundidade é vista raríssimas vezes por causa da neblina -, pode ser observada em sua totalidade.
As regiões Oeste e Sudoeste não registram chuva há quase um mês, segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). ‘‘A última chuva foi no dia 19 de abril. No entanto, foram apenas 9 milímetros, volume de água incapaz de mudar esse panorama’’, informa o meteorologista do Simepar Tarcísio Costa.
ItaipuAs três calhas do vertedouro da usina de Itaipu, por onde passa o excesso de água na barragem, também estão fechadas. Toda a vazão de água do rio Paraná está passando pelas turbinas que produzem energia elétrica. De 25 de abril a 31 de março, o conjunto de calhas foi aberto raríssimas vezes.
O vertedouro, fechado pela última vez no dia 4, ainda permanece sem a passagem de água. A baixa vazão do rio Iguaçu não exerce nenhuma variação na usina, que funciona no rio Paraná.
Segundo o Simepar, não há previsão de chuva para o Paraná nos próximos dias. No entanto, deve chover nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que pode aumentar a umidade do ar na região.
A partir de quinta-feira, ainda segundo o Simepar, pode aumentar a nebulosidade do Paraná, deixando a região sujeita a chuvas isoladas.

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