Vazamento provoca rachaduras em casas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de outubro de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Pelo menos quatro residências no Jardim Cafezal III (Zona Sul de Londrina) tiveram a estrutura afetada devido à quebra de um cano de abastecimento de água da Rua João Gonçalves de Souza. Segundo os moradores do local, o vazamento estaria provocando o encharcamento do terreno e consequente deslocamento das fundações das casas. A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) considera a possibilidade de desmoronamento das casas e a Sanepar, responsável pelos serviços de água e esgoto em Londrina, garantiu ontem aos moradores o ressarcimento por prejuízos causados pelo vazamento.
Proprietária de uma das casas afetadas, a funcionária pública Enedir Carvalho Coelho descreveu parte dos problemas gerados pela quebra do cano de água. ''As casas começaram a ceder há cerca de duas semanas. O problema se agravou no sábado, quando eu reparei que meu relógio (de medição de consumo de água) disparou. Dois dias depois, a calçada rachou inteira e vazava muita água limpa pelos buracos'', lembrou.
O vazamento, segundo Enedir, também comprometeu o sistema de fossas das casas. ''Nós construímos o primeiro poço há mais de 10 anos. O segundo, que tem pouco mais de um ano, já encheu por causa do vazamento'', disse.
A preocupação dos moradores se estende à segurança dos ocupantes das casas. A atendente Elizabete Mazinotto teme que a mãe, com problemas de visão, não consiga sair de casa se eventuais desmoronamentos virem a acontecer. ''Chamamos um pedreiro e ele disse que a casa está 5 cm fora do prumo. Parte do reboco está caindo e as rachaduras estão aumentando muito rápido. Não sabemos quanto tempo a casa vai durar nestas condições'', disse.
Enedir e Elizabete contaram ainda que um técnico da Cohab foi acionado para avaliar as condições das casas. A informação foi confirmada pelo diretor técnico da Cohab, Rosalmir Moreira. ''Fizemos uma pré-avaliação do problema e constatamos que existe realmente a possibilidade de desmoronamento'', considerou. Além das casas de Enedir e Elizabete, mais duas residências também estariam sendo afetadas. O Corpo de Bombeiros também visitou o local na manhã de ontem e interditou as residências, confirmando os riscos de desabamento.
Segundo o gerente metropolitano da Sanepar, Sérgio Bahls, a quebra do cano foi provocada pelo desgaste natural da tubulação. ''O conjunto tem mais de 15 anos e é normal que isso aconteça'', afirmou. O gerente também garantiu que os proprietários serão ressarcidos por todos os danos causados pelo vazamento. ''Enviamos um técnico de ressarcimento hoje (ontem) pela manhã para iniciar os cálculos e estimar os prejuízos. O processo será aberto, serão realizados orçamentos e as reformas serão providenciadas em no máximo seis meses. Garantimos que as casas ficarão, no mínimo, do mesmo jeito que eram antes do surgimento do problema'', resumiu.


