O vazamento de óleo que está contaminando o Ribeirão Lindóia, na zona oeste de Londrina, já atingiu pelo menos dois quilômetros do córrego. A constatação foi feita, ontem de manhã, por uma equipe que está percorrendo toda a extensão do curso d’água para avaliar os danos ambientais causados pelo desastre ecológico. Anteontem, a Defesa Civil e o Instituto Ambiental do Paraná interditaram totalmente o ribeirão até que a avaliação dos estragos seja feita. Funcionários do Pool de Combustíveis começaram a abrir, na parte da manhã, os poços de contenção na área mais afetada pelo vazamento, em frente ao conglomerado.
O Corpo de Bombeiros e o chefe de Segurança Ambiental da Petróleo Ipiranga do Rio de Janeiro, Altair Vasconcelos, vistoriaram três pontos do ribeirão. Funcionários da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) acompanharam a vistoria para alertar os moradores para não utilizarem da água.
De acordo com Vasconcelos, o óleo pode ser detectado até a dois quilômetros do vazamento, através do forte cheiro característico. ‘‘A partir dessa distância, não dá mais para perceber sem análise laboratorial. Quanto à vegetação, a chuva lavou as margens’’, explicou. Ele disse ainda que a vistoria deve ser feita periodicamente, pelo menos a cada dois dias.
Segundo Vasconcelos, a Petróleo Ipiranga encomendou fotos áereas para identificar todo o curso do ribeirão. ‘‘Nós chegamos em uma lagoa que parece ser o ponto limite da contaminação pelo óleo. Mas não temos nem idéia de onde fica esta lagoa. Somente com as fotografias é que poderemos determinar as formas de agir para conter o avanço do diesel’’, explicou.
Enquanto era feita essa vistoria, funcionários do pool continuavam a retirar o óleo manualmente do córrego. Ontem, uma retroescavadeira cavava uma cova de quatro metros de profundidade por seis de largura, formando um poço de drenagem. De acordo com o chefe da instalação do pool, Milton Serravo, que estava coordenando os trabalhos, a intenção é cavar até o nível do rio.
Segundo ele, quando o óleo for identificado, o poço será impermeabilizado. ‘‘Contemos o óleo aqui e depois o bombeamos para cima. Com isso, o óleo pára de vazar para o rio’’, explicou.

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