Curitiba - Vazaram no último sábado, no córrego Canoas, que deságua no Rio Iguaçu, em São Mateus do Sul (91 quilômetros a nordeste de União da Vitória) 30 mil litros de água com alguns produtos químicos (água industrial) de um tanque da Usina do Xisto, a Petrobras SIX. De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a água contém cressol (um tipo de desinfetante), amônia e sulfeto. Os moradores da região alegaram que peixes foram encontrados mortos. A Petrobras argumenta que o produto não é tóxico. O Corpo de Bombeiros colocou uma barreira de contenção no córrego para evitar que o produto se espalhe pelo Rio Iguaçu.
Segundo o diretor de controle de recursos ambientais do IAP, Harri Teles, foram coletadas amostras da água do córrego em um ponto acima do vazamento, no local e abaixo para comparação. O laudo sobre a toxidade do produto deve sair em 15 dias. O vazamento deixou a água do córrego bastante escura e também produziu uma espuma branca. Teles afirmou que, mesmo que o produto não seja tóxico, a Petrobras deve sofrer alguma penalidade legal por causar impacto ao meio ambiente. O diretor do IAP afirmou que a amônia e o sulfeto não são de fato tóxicos, porém não soube informar sobre o cressol, que é uma espécie de creolina.
Teles afirmou sábado que a oxigenação da água do córrego estava alterada, porém novos exames feitos ontem detectaram que já havia voltado ao normal. A Petrobras não informou como aconteceu o vazamento, mas o IAP recebeu a informação de que uma tubulação do tanque teria estourado.
Por meio de nota, a Petrobras informou que logo que o vazamento foi detectado tomou todas as providências necessárias e legais. A Petrobras ressaltou ainda que ''não há presença de óleo na água do córrego, nem tampouco mortalidade de peixes.'' A empresa afirmou que a extensão do vazamento foi de aproximadamente 1,5 quilômetro e que não chegou a atingir o Rio Iguaçu. São Mateus do Sul é abastecida pelo Rio Taquaral, que fica distante do acidente.

mockup