Vazamento em hospital provoca confusão
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quarta-feira, 17 de abril de 2002
Benedito Teles Equipe Folha 
Santo Antônio da Platina - O vazamento de cerca de 20 litros de material químico, conhecido com Exsil-HX, utilizado na máquina processadora do Setor de Raio-x do hospital municipal de Cambará provocou preocupação nos moradores da região. A vizinhança confundiu o material líquido com sangue e acionou a Polícia Civil. O acidente ocorreu durante a realização da manutenção em uma das máquinas.
A direção do hospital informou que o material não é sangue e descartou a possibilidade de que o material fosse tóxico ou radioativo. Apesar das informações, algumas amostras do material foram coletadas e encaminhadas para avaliação técnica. O diretor administrativo da Secretaria da Saúde e responsável pelo hospital, José Gilio, disse que o vazamento ocorreu, por volta das 10 horas, devido ao entupimento da caixa de inspeção. Segundo ele, o problema foi solucionado quatro horas depois.
Gilio garantiu que o material é biodegradável e que não há riscos para a população. O diretor disse que engenheiro responsável pelo produto assegurou que o material não é tóxico e que, somente em alguns casos, pode provocar irritação em contato com a pele. O material foi removido pelos policiais e despejado no esgoto urbano. O Ministério Público e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Jacarezinho, também foram acionados.
O delegado de Cambará, Rogério Antônio Lopes, disse que as investigações iniciais indicam que o produto não é tóxico. Segundo ele, o engenheiro químico responsável pelo produto assegurou que o material é biodegradável e não provoca danos ao meio ambiente. O delegado disse que vai aguardar o resultado do material encaminhado ao Ministério Público e do laudo preliminar que será emitido pela empresa responsável, Silpachem Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda, para confirmar as informações.


