Vazamento de óleo polui o Rio Atuba e pode chegar ao Iguaçu
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terça-feira, 25 de junho de 2002
Luiz Claudio OliveiraM<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Um vazamento de mais de 20 mil litros de óleo lubrificante no pátio de uma indústria em Curitiba, atingiu o Rio Atuba, na região norte da cidade e pode chegar até o Rio Iguaçu. Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o vazamento foi de 21 mil litros de neutro pesado, um produto tóxico e inflamável, utilizado na fabricação de óleos de motor.
A quantidade exata de óleo que atingiu o Rio Atuba ainda não foi devidamente esclarecida. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente e a empresa Ingrax Indústria e Comércio de Graxas Ltda, onde aconteceu o vazamento, cerca de 6 mil litros teriam atingido o rio. Segundo alguns bombeiros e funcionários da própria empresa que trabalhavam na contenção do produto, a cerca de 10 quilômetros do local do vazamento, foram 17 mil litros.
O acidente aconteceu às 11h30 no pátio da Ingrax, quando o óleo estava sendo transferido de um caminhão para um tanque fixo. Por falha humana, pois o respiro do caminhão estava fechado, houve o acidente e o vazamento, afirmou o proprietário da empresa, Roberto Mayr. Na mudança, houve um explosão no caminhão tanque.
Segundo números da Secretaria do Meio Ambiente, dos 50 mil litros que estavam no caminhão, 21 mil litros foram derramados. Destes, de 3 mil a 4 mil litros ficaram no pátio da empresa, 6 mil foram para o curso dágua e o restante foi contido em tanques da própria empresa.
Representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Defesa Civil reuniram-se com o proprietário da Ingrax no final da tarde. A empresa foi autuada e será multada, mas ainda não foi estipulado o valor.
A área atingida não é de proteção ambiental e o Rio Atuba não fornece água para captação do abastecimento de Curitiba. No entanto, todo curso de rio é uma área de preservação permanente, afirmou o secretário José Antônio Andreguetto.
A retirada do óleo lubrificante da água do rio estava sendo feita por funcionários da própria empresa, sob supervisão da Filtroil empresa especializada em segurança nestes casos. A tentativa, no entanto, não estava surtindo efeito. Quase cinco horas depois do vazamento, as barreiras de contenção não conseguiam segurar o óleo que corria em direção ao Rio Iguaçu.
Eram quatro barreiras e cerca de 50 pessoas trabalhando.


