‘‘Há fortes indícios de que seja apenas uma empresa a fonte poluidora do Ribeirão Lindóia.’’ A afirmação foi feita ontem pelo perito Luciano Bucharles, do Instituto Criminalística, que hoje deve divulgar relatório sobre a investigação de vazamento de óleo no ribeirão, ocorrido há quase um mês. No início, os principais suspeitos foram o Pool de Combustíveis e a América Latina Logística (ALL), pela proximidade do local, sendo que as empresas ainda estão impedidas, pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), de receber diesel. Na última sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que havia interditado a Petrobrás, liberou a empresa para o recebimento do combustível.
Na semana passada, a Promotoria do Meio Ambiente designou nove profissionais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para realizar uma perícia técnica no Ribeirão Lindóia. O grupo é multidisciplinar e pretende também avaliar a situação da população ribeirinha. Ontem, o presidente dessa comissão, Galdino Andrade, especialista em ecologia do solo, disse que as pessoas nomeadas começaram a ser notificadas, e que a próxima etapa é a apresentação do orçamento dos trabalhos.

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