Um acidente envolvendo dois caminhões na BR-116, em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba, por pouco não termina em desastre ambiental. O acidente aconteceu ontem, por volta das 10 horas, quando o caminhão baú placa AHD-9910, de Videira (SC), colidiu com o caminhão placa LZG 3281, de Caçador (SC), ao tentar desviar de um buraco na pista. O veículo de Caçador carregava 25 mil litros de óleo diesel e tombou causando um vazamento que foi contido pelo Corpo de Bombeiros.
A carga estava sendo transportada da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), subsidiária da Petrobras em Araucária, para um posto de gasolina da empresa Bortoli e Argenta, em Caçador. O motorista Gabriel Novello, 44 anos, sofreu ferimentos leves e conta que a colisão frontal aconteceu pelas más condições da pista. ‘‘Não tive como desviar’’, contou.
O Corpo de Bombeiros conseguiu impedir que o óleo fosse derramado nas margens da pista e providenciou o transbordo da carga. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) acompanhou a operação, mas descartou a possilibilidade de risco ambiental depois que o óleo foi contido.
Cargas perigosas Para tentar evitar acidentes com cargas perigosas, a Defesa Civil coordenou ontem uma operação na BR-277, onde foram fiscalizados veículos que transportavam cargas perigosas. A blitz foi realizada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, IAP, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto de Pesos e Medidas (Ipem).
Dos 42 veículos fiscalizados, sete foram notificados pela polícia pela ausência da carta de emergência, que revela qual produto está sendo carregado em as medidas a serem tomadas em caso de acidente. Cinco foram notificados pelo Ipem e três foram detidos por falta de documentos, mas liberados em seguida.
Para o coronel Luiz Antônio Borges Vieira, coordenador da Defesa Civil, a operação teve um resultado satisfatório. ‘‘Há duas semanas realizamos uma palestra de conscientização com os motoristas que transportam cargas perigosas, na Petrobras’’, lembrou. Segundo Vieira, a preocupação maior da Defesa Civil é com a BR 277, já que a região representa maior impacto ambiental em casos de acidentes.

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