O vazamento de informações frustrou duas operações da Polícia Militar de Cascavel que estavam preparadas para prender um traficante e ‘‘estourar’’ um desmanche de carros que funcionaria em uma oficina. O comando da operação estava com os mandados de busca e apreensão, mas ao chegaram nos dois locais não encontraram nada que pudesse comprovar um ato ilícito. Além disso, as pessoas disseram que já esperavam pela chegada da polícia.
O tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, explicou que há mais de 60 dias uma equipe especializada da PM estava investigando a ação nos dois locais, e que não há a menor possibilidade de ter acontecido um equívoco. O tenente-coronel disse que mesmo os policiais que participaram da operação ficaram sabendo da existência dos mandados durante o trajeto.
O comandante do 6º BPM prefere não afirmar de onde teriam saído as informações, mas diz que está enviando um relatório para o juiz Pedro Sanson Corati, que expediu os dois mandados de busca e apreensão, para que todas as providências sejam tomadas. ‘‘Não podemos ser ridicularizados dessa forma. Esperamos que tudo seja esclarecido. Parece que existe um funcionário do Fórum que tem um grau de parentesco com o proprietário dessa oficina. Não estou acusando ninguém, mas isso precisa ser resolvido.’’
Tenente-coronel Amauri conta que ao chegarem na casa do ‘‘possível traficante’’, ele já os esperava e os convidou para entrarem em sua residência onde nada foi encontrado. De acordo com informações repassadas por vizinhos aos policiais, na noite anterior houve uma grande movimentação na residência.
No caso da oficina, os policiais foram comunicados que uma camionete roubada em Toledo estava no local para ser comercializada. Ao chegarem na oficina, os policiais não encontraram o veículo, por isso, não conseguiram comprovar nada contra o proprietário, cujo nome não foi divulgado.
O juiz Pedro Sanson Corati garantiu que todas providências já estão sendo tomadas para descobrir quem repassou as informações da existência dos mandados de busca e apreensão. O juiz considerou ‘‘uma traição’’ a atitude da pessoa que ‘‘repassou a informação e prejudicou o trabalho da Justiça’’.

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