Vazamento de gás causa explosão em edifício
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de julho de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba Um vazamento na tubulação do gás de cozinha provocou uma explosão em um prédio de sete andares, localizado na Avenida Iguaçu, no bairro Água Verde, em Curitiba. O acidente aconteceu por volta de 6h30 de ontem. Ninguém ficou ferido, mas a explosão causou danos do primeiro ao quarto andar do prédio, derrubando paredes, rebocos e quebrando janelas. O acidente não abalou a estrutura da edificação.
O vazamento aconteceu no schaft (espaço aberto dentro do prédio por onde passam as tubulações e fiações hidráulica, elétrica e de esgoto). Como trata-se de um local fechado e sem ventilação, explica o tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas dos bombeiros, o gás de cozinha que vazou de algum ponto da tubulação ficou concentrado no local. ''Para ter uma explosão é preciso de boa quantidade de gás, bastante oxigênio e um agente de ignição'', diz, lembrando que provavelmente algum morador acendeu uma luz ou ligou o fogão, o que resultou na explosão.
A explosão não chegou a provocar fogo, só um forte deslocamento de ar, responsável pelos estragos na área localizada perto da central de gás e banheiros. O tenente explicou, ainda, que o estrago se restringiu aos quatro primeiros andares porque o gás é mais pesado que o ar e estava concentrado embaixo.
A Comisão de Segurança de Edificações (Cosede), órgão ligado à Prefeitura, foi chamada e acompanhará as investigações sobre as causas do acidente. Segundo o tenente Santos, esse tipo de ocorrência é bastante raro, porque normalmente as pessoas sentem o cheiro de gás. Nesse caso, a recomendação é que seja acionado o Corpo de Bombeiros e a empresa responsável pela Central de Gás da edificação.
Mortes Também em Curitiba, na manhã de sábado, dois rapazes foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, na Rua Almirante Tamandaré, no Juvevê. A suspeita é que o fisioterapeuta Luiz Carlos Miranda, 24 anos, e o estudante Lucas Perini, 20, morreram asfixiados pelo gás do sistema de aquecimento do chuveiro.
Esse tipo de acidente acontece principalmente no inverno, quando a casa fica mais fechada e o monóxido de carbono liberado pelo aquecedor acumula no ambiente. O problema é que o monóxido de carbono é um gás inodoro, incolor e, por isso, imperceptível. Essas foram as duas únicas mortes com essa causa registradas este ano. Em 2005, segundo os bombeiros, não houve nenhum registro e em 2004, dois óbitos.


