Um vazamento de amônia ocorrido por volta das 12 horas de ontem nas dependências da empresa de alimentos Comaves, no Conjunto Lindóia (Zona Leste de Londrina), provocou intoxicação em duas funcionárias. A área foi evacuada e isolada porque o gás, usado em sistemas de refrigeração, pode ser fatal dependendo da quantidade inalada. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) afastou a possibilidade de dano ao meio ambiente.
Conforme o tenente do Corpo de Bombeiros, Alessandro Marques, o problema teria ocorrido na tubulação que abastece câmaras frigoríficas. Ele explicou que o gás que vazou estava acumulado na serpentina, uma vez que o registro geral foi fechado imediatamente após o problema ter sido verificado. No momento do acidente, os funcionários do setor onde houve o vazamento haviam saído para o almoço e, por isso, as consequências não foram mais graves.
De acordo com ele, as funcionárias Sueli Rossi de Azevedo e Joselaine Regina Aparecido Pereira Caetano, passaram mal porque estavam próximas à área e devem ter inalado o gás. As duas foram encaminhadas ao pronto-socorro do Hospital Universitário (HU) com quadro de intoxicação leve, onde permaneciam internadas em observação.
O chefe regional do IAP, Ney Paulo, inspecionou a área e descartou a possibilidade de danos ambientais. A delegacia do Ministério do Trabalho e a Defesa Civil foram informadas sobre o acidente.
Mais pesado que o ar, a amônia não tem cheiro e se propaga próximo ao chão. Seus vapores são extremamente irritantes e corrosivos e podem provocar queimaduras na pele e lesões nas vias respiratórias.
A reportagem procurou a direção da Comaves na sede da empresa e também por telefone. A informação era de que nenhum diretor estava disponível para falar sobre o assunto.

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