Vazamento abre buraco de 3 metros em casa
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quarta-feira, 13 de abril de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Imagine o susto de Aparecida Manoelina Fatobene, 73 anos, quando o chão cedeu e um buraco de aproximadamente três metros se abriu em frente à sua casa em plena madrugada. O fato ocorreu no Conjunto Vivi Xavier (Zona Norte de Londrina) há pouco mais de uma semana, e aparentemente foi provocado por um vazamento na rede de esgoto. A família atribui a responsabilidade à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que por sua vez diz que o incidente é consequência de um erro na construção do imóvel.
O proprietário da residência, o motorista José Fatobene, 50 anos, contou que os problemas começaram alguns dias antes de o chão ceder, quando constatou um vazamento na edícula de sua casa, onde mora a mãe, Aparecida. ''A rede de esgoto mestra entupiu e começou a vazar. Chamamos um encanador, mas no dia seguinte entupiu de novo. O mesmo problema ocorreu em mais duas casas vizinhas'', relatou. Fatobene lembra que percebeu o aparecimento de algumas rachaduras na residência, mas que não imaginava o motivo.
No último dia 3, por volta das 23 horas, Aparecida tinha acabado de se recolher quando começou a escutar ruídos. ''De 10 em 10 minutos eu ouvia um estalo. Nem preguei o olho. De repente, veio aquele barulhão. Comecei a falar alto com Jesus e Maria para não deixar a casa cair, até que meu filho veio me socorrer'', contou. Desnivelada, a porta teve que ser arrombada. Aparecida ficou tão nervosa que precisou ser levada ao hospital. No buraco, a família constatou que havia uma grande quantidade de água acumulada.
Ao ouvir da Sanepar que a responsabilidade seria dos proprietários, Fatobene ficou revoltado. ''Pago a conta de esgoto todo mês. Se havia um risco, eles deveriam ter nos comunicado. É um descaso'', apontou, reclamando também da demora em receber a visita dos técnicos da companhia.
O gerente regional da Sanepar em Londrina, Oscar Fernandes, atribuiu o problema a um rompimento interno na residência. ''Em uma vistoria feita no último dia 6, verificou-se que o esgoto deles não estava escoando para a nossa rede. O problema é que a edícula foi construída em cima de uma fossa, que desbarrancou'', justifica.
''Quando você liga o esgoto na rede, tem de fazer o aterramento e a compactação da fossa, o que não foi feito neste caso. Não temos como ressarcir a família de um prejuízo que não causamos'', concluiu. Fernandes disse ainda que Fatobene recebeu uma visita de funcionários da Sanepar em fevereiro e que na ocasião foi informado sobre o problema.


