Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
O Procon de Foz do Iguaçu autuou anteontem a companhia aérea Varig, acusada de overbooking (venda de passagens acima da capacidade das aeronaves). Onze passageiros não puderam embarcar num vôo da empresa que saiu de Foz do Iguaçu, às 17h30 de anteontem, com destino a Curitiba e Rio de Janeiro.
A empresa vendeu 131 bilhetes, quando a capacidade do avião é para 120 passageiros. A prática do overbooking é ilegal. A empresa tem dez dias para recorrer da autuação junto ao Procon. Depois desse prazo, poderá ser multada. O valor da multa varia de 200 mil a 2,8 milhões de Ufirs. A Ufir vale R$ 0,977. No caso da multa máxima, o valor pode chegar a quase R$ 2,8 milhões.
O gerente da Varig em Foz do Iguaçu, Júlio César Canhete, admitiu que a prática de overbooking é comum entre as empresas aéreas. Segundo ele, para evitar prejuízos com desistências, as empresas sempre vendem entre 15% e 20% de passagens acima da capacidade dos aviões.
Dos 11 passageiros em excesso, cinco foram embarcados em vôos de outras empresas para o mesmo destino. O restante viajou em um jatinho fretado pela Varig, que decolou de Foz com uma hora de atraso em relação à previsão inicial.
Essa é a segunda denúncia de overbooking contra a Varig em Foz do Iguaçu que está sendo investigada pelo Procon do Paraná. O processo anterior, registrado em maio na coordenadoria estadual do órgão, em Curitiba, está na fase de recurso da empresa.

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