Filhas da uva Itália, três variedades que caíram no gosto dos brasileiros ''nasceram'' em terras paranaenses. Rubi, Benitaka e Brasil são os nomes dos ''tipos'' de uva que produtores de Floraí, também na região de Maringá, descobriram em meio às videiras. ''Foi uma observação que os agricultores fizeram em suas parreiras. Não foi nenhuma pesquisa. Eles perceberam cachos de coloração diferente em meio à variedade Itália, os isolaram e criaram novos produtos'', relata o técnico da Emater José Mazia.
A variedade Rubi, de uma coloração mesclada entre o vermelho e o verde foi descoberta em 1974. A Benitaka, vermelha, surgiu em 1988. A Brasil, que de um vermelho tão intenso se aproxima do preto, veio em 1990.
Outra característica ''ímpar'' da produção de uva paranaense, em comparação com o principal concorrente no ramo de uva para mesa, a cidade de Jales, no interior de São Paulo, é o fato de a região de Marialva, devido ao seu clima quente e praticamente sem geadas, conseguir produzir duas safras anuais. Os paulistas só fazem colheita uma vez por ano, no verão. Aliás, é o clima que determina a produtividade. Uma geada pode siginificar grandes perdas para o viticultores.
No entanto, se as vendas para o mercado interno vão de ''vento em popa'', as uvas paranaenses não são vistas com bons olhos no mercado internacional, pois, lá fora, o pessoal prefere as variedades de frutas sem sementes. Mesmo assim, como as coisas vão bem da forma que estão, os produtores de Marialva não pensam em investir em outras variedades para entrar no mercado externo. Os negócios vão bem servindo ao mercado nacional.(W.S.)

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