Variedade de sorteios influi no movimento do jogo do bicho
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de julho de 1998
Alexandre Sanches 
Jogo do bicho é como futebol. Dificilmente haverá uma localidade brasileira onde não exista pelo menos um cambista fazendo a fézinha dos apostadores.
No entanto, as apostas já não são as mesmas de uma década atrás. Quem garante é o cambista F, de Londrina, que trabalha em um ponto no centro da cidade.
Segundo o cambista, o poder aquisitivo das pessoas afetou até nas apostas, que geralmente envolviam pequenas quantidades. Quando as pessoas têm dinheiro, elas apostam valores baixos. Já foi o tempo em que davam bons rateios, afirma, ressaltando que não houve queda no número de apostadores, mas nos valores envolvidos em cada jogo.
F diz ainda que outros motivos, além do financeiro, influenciaram na queda das apostas no jogo do bicho. Um é a grande quantidade de loterias oficiais, tanto estaduais quanto federais existentes no mercado.
O outro é a aposta pelo sistema 0900, através da televisão, que permite que as pessoas arrisquem a sorte por telefone. O apostador pode ficar tranquilamente em casa, sem esforço, fazer a aposta. É um sistema cômodo e que ele pagará na conta telefônica, ressalta.
Diariamente há dois rateios pelo jogo do bicho. Às 14 horas, com o chamado Para Todos, e o Para Todos Noturno, às 18 horas. Os resultados destas extrações são realizadas por banqueiros do Rio de Janeiro (RJ), que repassam os números sorteados para todos os Estados brasileiros.
As únicas exceções são nos dias que correm a Loteria Federal - quartas-feiras e sábados, às 18 horas - e às sexta-feiras, às 18 horas, com a Loteria Estadual.
A facilidade com que se pode apostar no bicho é atraente, com várias modalidades de apostas que vão desde o grupo (os números de 0 a 99 são divididos em 25 grupos, sendo que cada um representa um bicho diferente), dezenas, centenas e milhares, até combinações de grupos e dezenas.
Em cada faixa de aposta existe uma modalidade de pagamento, caso a pessoa acerte os números.


