Variação incomoda curitibano
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quarta-feira, 08 de julho de 1998
Leandro TaquesEli Rodrigues anda com um guarda-roupas no carroAdriana Ribeiro 
Um dia faz calor, no outro faz frio. Tem também a chuva, ou para atrapalhar ainda mais, muitas vezes todos estes fenômenos acontecem num único dia. Os moradores de Curitiba realmente sofrem nesta bagunça climática que faz com que a maioria deles se torne um armário ambulante carregando roupas para todas as estações. O problema é que o sofrimento não é apenas momentâneo, já que o pior normalmente acaba vindo depois, com as complicações de saúde, normalmente respiratórias.
Depois de estar acostumando com temperaturas amenas no período da manhã e calor à tarde entre sábado e terça-feira, os curitibanos acordaram ontem com um dia escuro, muito vento, que acabou com chuva. A mudança tem uma explicação, segundo Tarcízio Costa, do Sistema Metereológico do Paraná (Simepar). Ele diz que uma frente fria entrou na madrugada de ontem no Paraná provocando chuvas e trovoadas. A instabilidade persistirá ainda hoje, com chuvas fracas. Depois, a temperatura cai em quase todo o Paraná, por causa de uma massa de ar polar.
E é essa chuva e esse frio que fazem com que o londrinense Eli Garcia Rodrigues odeie Curitiba. Morando na cidade há trinta anos, ele diz que a capital só é boa para ganhar dinheiro. É umidade, é mofo, é ácaro. Tudo para causar problemas de saúde, comenta. Para enfrentar isso, Rodrigues conta que anda com um guarda-chuvas, uma bota e uma jaqueta impermeável no porta-malas do carro.
Júlio Carlos, responsável pela livraria da UFPR, também é prevenido, ou vacinado. Em seu carro sempre há um casaco. Além disso, ele costuma comer um dente de alho por semana para evitar gripes.


